quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ah....o amor!

Todas as cartas de amor...


Fernando Pessoa(Poesias de Álvaro de Campos)


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



Álvaro de Campos, 21/10/1935





domingo, 2 de junho de 2013

Nada ficou no lugar

Meu baú que antes ficava nos pés da minha cama, agora recebe os que chegam, logo ao lado da porta de entrada. Vários móveis, objetos agora ocupam outros espaços e em novas funções.

É assim uma nova casa, um novo lar e nada ficou no lugar.




domingo, 12 de maio de 2013

Desconhecido

Ainda desejo viver esse amor inigualável, extremo, dedicado, insuperável, mas ainda desconhecido.

Desejo um lindo dia das mães a todas!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Feira das vaidades

Não precisa me contar! Eu já sei o que você fez ontem à noite!
Já sei da sua viagem, aliás, com riqueza de detalhes, e sei que o que você comeu na sexta feira na hora do almoço. O que era aquela sobremesa tentadora? Dos Deuses! Sei também que sua vida está maravilhosa, com muito amigos, comida farta e um namorado lindo de morrer!

Vi que o encontro de família, foi super emocionante, pois você encontrou seus tios, primos, avós, tias-avós que moram em São Paulo. Vi que seu mais novo sobrinho, aquele bebê fofo está uma lindeza só! Sua família é grande demais, o sítio na Pampulha ficou pequeno para vocês! Aliás, aquele banho de piscina no final do dia deve ter sido doido, água gelada não é para todos, mas sua família se divertiu muito!

Sei que sei cachorro está se tratando da cirurgia na pata da frente. Tadinho, passar por uma cirurgia não é fácil. O pior é que com isso, você não terá mais a companhia do Boris nas caminhadas de domingo pela manhã. Mas é temporário. Logo, logo ele vai para o treino com você. Aliás, que cor linda dos seu tênis, vi que trouxe de Miami na última viagem.

Vi que cortou o cabelo. Ficou super charmoso e incrivelmente lindo com aquela maquiagem. Você estava super sexy com aquela vestido na festa. Mas a sua amiga que usava um vestido azul tomara-que-caia, não ficou nada bom. Aliás, você precisa dar uns conselhos pra ela, sempre usa roupas nada a ver com a tipologia de corpo de tem. Ela precisa escrever para o Esquadrão da Moda e pedir uma ajuda para repaginar o look.

Fico feliz em saber que está tudo bem e nada de problemas.

Faz tempo amiga, que não nos encontramos, sinto saudades. Saudades de encontrar de verdade e saber das novidades.

Novidades?

sábado, 27 de abril de 2013

Lírios com a cor da moda

Existem pessoas que aparecem em nossas vidas, só pra fazer a vida da gente mais especial.
Basta uma palavra, um gesto, um sorriso. A Thê é assim. Só de ouvir seu alô pelo telefone, vejo pelo timbre da voz, tons de ternura e já imagino aquele sorriso delicado, gentil e generoso do outro lado da linha. (Thê, você tem sorriso de menina sapeca, daquelas que acabou de fazer alguma travessura!  ) Nem é necessário estar do lado para comprovar tudo isso, eu já sei,  já está aqui, na minha memória afetiva.
Em tempos de mundo digital, seu email carrega nem sei como, você por inteira, assim, com sua voz, seus gestos. Coisas da tecnologia!


A Thê é dessas pessoas que te convida para um encontro na sua casa e quando chegamos, a mesa está bem posta, a casa está perfumada pelos aromas inebriantes que vem da cozinha. A jarra tem água fresca saborizada com lima, às vezes alecrim, manjericão. Não importa, a água tem sempre um sabor especial. Ah! E a taça de espumante já está à sua espera, doida pra fazer cócegas nas narinas!

Ela é do tipo que nos lugares à mesa, que aliás merece um lookbook por tamanha elegância, deixa sempre uma surpresinha para os convidados sobre os pratos. Sempre embrulhado em laços de fitas coloridas e com o que mais me emociona: um bilhetinho, um verso ou um poema, para encher a alma.

A casa dela, deixa eu contar, é dessa casas com vida, com espaços para serem vividos de verdade, em que cada cantinho foi pensado para a convivência familiar, o encontro com os amigos, enfim para as pessoas queridas. E não tem nada de móveis mirabolantes, com design assinado e coisas do tipo.  Nada dessas casas com cara-de-casa-de-showroom. É uma casa que tem a cara da dona da casa, com alma, com amor, com simplicidade, resumido: só com o bom da vida!


PS. Thê querida, eternamente vou lembrar dos lírios cor de laranja, delicadeza agora tem cor!




domingo, 21 de abril de 2013

Mesa para dois!

O antes e o depois de uma reforma na área de serviço.
Ela agora divide o espaço com uma charmosa sala de almoço.
Bom apetite!




 
 

antes...



esse Amarelo Quindim e danadinho!
Cor que ilumina!

sábado, 20 de abril de 2013

Crepúsculo

Foi assim, banhado nos tons das cores mais lindas, que celebramos mais um encontro
Jantar da Confraria!



quarta-feira, 3 de abril de 2013

domingo, 31 de março de 2013

Tarde de delícias!

Ainda não está totalmente pronta, mas a cozinha gourmet já é o lugar preferido da casa!
Aliás, uma casa arrumada, constrói-se bem devagarinho, sem querer, juntando idéias, histórias e memórias daqui e dali...e de repente: um lar!






domingo, 10 de março de 2013

Quaresmeiras

As ruas vestiram- se de flores. Frondosas, as quaresmeiras despontam magicamente a primeira florada vestida de branco, passa posteriormente por um rosa da cor -do -tom -da -Suvinil- Manacá-da-serra, até despertar um roxo cristão. Um presente para os olhos, um brinde à natureza. Conhecida por florescer nesse período da Quaresma, também coleciona nessa magia a mesma cor litúrgica da Páscoa.

A notícia chegou de surpresa. O Papa preferiu se calar e sugeriu outros rumos para a Igreja. Descontente e não convincente com essa instituição, também preferiu vestir de outras cores. O branco puro já não fazia mais sentido. Assim como as quaresmeiras, essa igreja precisa de solo fértil, profundo e irrigado regularmente. A beleza das flores precisa apenas de um trato simples.
A cor das novas roupas de Bento XVI continuará a ser branca, porém mais simples, discreto e recluso.

Em tom suave, ouço uma voz familiar, dessas que mesmo de olhos em fechados, reconheço desde a minha infância, pelo tom de melancolia. Boa notícia, sei que não é! Ainda menina, Gostava de ver essa profissional, de cabelos sempre longos através da televisão dar a notícia do dia. (Gosto até hoje!) Seu tom, como uma sinfonia anunciava a notícia que ninguém queria ouvir. Pausada, sem pressa, Ilze Scamparini, a correspondente quase italiana, desperta em mim, um pouco de tristeza, mas tristeza que gosto de sentir. Sua voz parece o pedido de uma pausa, uma reticência, uma reflexão. Enviada para o Mundo Velho, as notícias chegam depressa demais, com fala mansa mesclada entre uma respiração e outra.

E é assim que me vejo nesse período: abraçada por uma melancolia silenciosa. Os pensamentos que não são poucos, também me fizeram recolher. Aos domingos, as palavras do Padre Alexandre são imensamente bem vindas, é a hora exata onde a emoção toma conta de mim.
Tal qual a jornalista famosa, estou vivendo essa reticências e até aprendendo a respirar entre uma fala e outra.

sexta-feira, 8 de março de 2013

As Mulheres são Fantásticas

A Mãe e o Pai estavam a ver televisão, quando a Mãe disse:
- Estou cansada e já é tarde, vou-me deitar!
Foi à cozinha fazer as sandes para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas taças das pipocas, tirou a carne do congelador para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pos tijelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.

Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava a cair. Guardou umas peças de jogo que ficaram em cima da mesa.

Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar.
Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto.

Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para o Professor do filho, pos num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira.

Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado. Colocou-os ambos perto da carteira.

Nessa altura, o Pai disse lá da sala:
“Pensei que tinhas ido deitar-te?!”.
“Estou a caminho” respondeu ela.

Pôs água na tijela do cão e chamou o gato para dentro de casa.

Certificou-se de que as portas estavam fechadas.

Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava a estudar no quarto.

Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, pôs creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada.


A essa altura, o pai desligou a televisão e disse: “Vou-me deitar”. E foi. Sem mais nada.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 24 de fevereiro de 2013

BBB na vida real

Mudar também significa novos horizontes. Agora na casinha nova, consigo ver com mais profundidade, um longe onde a escala diminue o impacto da cidade. A luz do sol de dia e as luzes acessas no entardecer, formam um skyline urbano com desenhos das edificações, dos contornos da cidade, da montanha com reserva ecológica protegida. Essa última, a que mais gosto, estabelece um linha imaginária entre os limite do céu azul desses dias de verão e o desenho da vegetação em tons de verde esmeralda. Cor linda da moda!

Aqui do alto, aliás, nem tanto assim, percebo a vizinhança. Vejo no prédio baixo, logo à frente, do outro lado da rua, uma família que parece comercial de Doriana. Parecem uma família feliz. O espaço gourmet da cobertura é a cozinha da casa, lugar onde tudo acontece. O balanço bem próximo da cozinha, deixa a criança brincar enquanto a mãe prepara o alimento. A mesa grande, que na verdade é um prolongamanto da bancada, está sempre posta e o brilho azul projetado pela tv, faz desse espaço também uma sala de estar. Os horários da refeições são estabelecidos e a meia luz acessa indica na minha percepção, o horário das conversas, da introspecção e a preparação para o recolhimento. Nessa casa já teve festa e deu para ouvir o "parabéns para você!"

Bem aqui no prédio ao lado, mora um senhor, e mora sozinho. Aliás, seus setenta e tantos anos tem a companhia de três ou quatro passarinhos. Ele mora no andar de baixo e os demais no andar de cima. De vez em quando ele vai lá visitar esses outros moradores, que na verdade são sua família. Como estamos na mesma cota altimétrica, já percebi que ele também fica observando os acontecimentos da minha casa. O jeito divertido do Danilo, chama a atenção dele. Nós, os novos vizinhos, troxemos uma movimentação na vida dele, nessa casa onde nada de muito interessante acontece.

Nesse mesmo prédio, no andar de baixo, mora um casal com uma filha pequena. Vejo diversos brinquedos espalhados pela sala de estar. Mas na verdade, a casa dessa pequena, é na varanda. Lá existe um mundo cor de rosa. De vez em quando, tem visita. É a outra pequena que mora em frente. Nesses dias, a conversa é longa, o bate papo se extende e se perde durante o preparo de uma comida de mentirinha.

Em um outro, um pouco mais à frente, mora um atleta. Ele é da turma do pedal. Nos dias de chuva forte, ele adapta um roller para não perder o treino. Será que ele já desafiou o Tour de France?

Já do lado esquerdo, um prédio novo recebe seus primeiros moradores. Por enquanto, apenas um casal e um filho pequeno. Dessa família, ainda não sei quase nada, ou pelo menos ainda não imaginei!

Olho a cidade e as pessoas o tempo todo. Gosto de observar as pessoas e o jeito comportamental. Cada um do seu jeito, com suas manias, com o que a vida reservou. Cada um, desenhando a sua história.

Aqui minha casa, um casal, muitos sonhos, muitos planos.
Um outro olhar para cada móvel, cada objeto. Um outro olhar para um outro espaço. É hora de reinventar.





sábado, 16 de fevereiro de 2013

Casa da Zi Verão!

Se eu pudesse escolher, escolheria morar no Rio de Janeiro! O sol, o mar, a brisa, a paisagem... Ah! O Rio de Janeiro, roteiro das minhas férias em janeiro. Chego até a imaginar situações e minha rotina  do dia a dia nesse paraíso. O colorido da cidade me inspira e acho que me permitiria ser mais criativa.

Quando menina, minhas férias também eram por lá. E não eram apenas esses cinco, seis ou sete dias que me permito atualmente, mas, sim, pelo menos por uns trinta dias. Melhor ainda, trinta dias em janeiro e mais pelo menos quinze dias em julho. Meu pai também amava essa cidade maravilhosa e praia para ele, era praia de verdade com muito sol, areia e direito à visitas em todos os pontos turísticos, incluindo a Ilha de Paquetá. Nem me lembrava ao certo onde ficava essa ilha e descobri no meio da Baía de Guanabara um ponto no meio desse marzão. Quero muito voltar lá!

Na saída do hotel, em uma dessas manhãs de desse último verão, deparamos com um trio elétrico bem na porta. Aí, não teve jeito de não resistir e ver o bloco passar. Muita energia e um monte de músicas que eu nunca tinha ouvido na vida. Mas confesso que o clima é simplesmente contagiante. Perguntei para mim mesma diversas vezes em que mundo eu vivo já que não sei das músicas Top 10 do momento. Até começar a tocar a música do Naldo! Acho que todo mundo enlouqueceu e a praia parou para ouvir, cantar e dançar muito! Inclusive eu! Tentando aprender o refrão, eu também cantei com todas as minhas forças " auto estima, auto estima..." é.... está tudo errado, mas é isso que vale! Dessa eu também aprendi que "cada vez eu quero mais! "






domingo, 20 de janeiro de 2013

JÁ MUDEI!


Carregando na mala os pertences pessoais e em várias caixas, muitas delas ainda não abertas, meu universo particular.
Aos poucos e ainda enfrentando uma pequena reforma, coloco todas as coisas em seu devido lugar. Nessa mudança, vejo-me ansiando em viver outros dias melhores, outros desafios e a certeza que a felicidade de um novo lar está aqui comigo, com meu marido, com minha história e com todos os meus objetos, livros, móveis, sim, com todas as minhas coisas. Aonde quer que eu vá.

Trouxe comigo nessa bagagem, muita esperança.

Em breve, uma caZInha novinha em folha e muitas histórias para contar!