domingo, 7 de setembro de 2014

da casa da vovó



Para mim, casa que é casa tem memória, tem história, tem lembranças que permitem dar asas à imaginação. Na nossa casa, podemos experimentar, mudar, recriar e interferir em novos usos.

Posso misturar objetos de design com peças afetivas, posso reinventar o tempo todo.

Ser intuitiva. 
Ser criativa.
Ser o que sou.

Seguir nossos sentimentos nessas misturas faz com que a casa se torne um refúgio gostoso de estar, confortável e muito feliz! Esse é o meu lar!


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Um gigante



Consigo medi-lo no tamanho da sua simplicidade. Tão simples que chega a ser engraçado. É essa a medida que o torna grande demais. Grande no momento em que sabe incluir, agregar, agradar. Sabe doar sem medidas. Sabe incomodar o sorriso, que teima em não querer parar.

Grande por saber compreender o próximo, de maneira sutil,  sem ser clichê, colocando- se sempre no lugar do outro.
Grande demais por saber perdoar, todos os dias, nas grandes e pequenas atitudes.

Um gigante, quando busca todas as alternativas para fazer o outro que esbraveja, sorrir.
Um gigante também na sensibilidade sem medidas, no humor natural, na gentileza em servir e por me fazer sonhar.

Preciso tomar cuidado, para não ficar pequena demais perante esse gigante!

domingo, 10 de agosto de 2014

Zi na TV





Passei a infância inteira assistindo tv P&B. Preto e branco e mais 297 milhões de tons de cinza. Não eram apenas esses 50 tons dos dias atuais. Sonhava em ser o Teco, da dupla Tico e Teco. Sonhava, porque um belo dia, descobri que o seu nariz era vermelho. Aí, tudo mudou!

Um dia quis ser a Penélope Charmosa. Mas a vontade passou rápido. Eu não tinha  e nem sonhava em ter aquele cabelão loiro, nem era esguia e quanto menos charmosa. Nem tanto gostava do tom rosa. Minha cor é amarelo e ponto final. É melhor dar tchau para ela!

Na adolescência queria ser a Lídia Brondi, ou melhor, a sua personagem Solange na novela Vale Tudo. Amava com todas as forças do mundo seu cabelo vermelho e aquela franja reta. Amava o jeito como ela os prendia com simpatia e charme. Amava vê-la de um jeito todo moderno, queria sua profissão na novela e queria ser ela de todo jeito. Inteira, do jeito lindo que ela desfilava na tv. Nessa época, Graças a Deus, em cores.
Mas o fato é que minha mãe não permitiu que eu pintasse o cabelo. Na verdade, eu nem pedi. Levar um xingo desnecessário para quê? Melhor sonhar mesmo. O máximo que eu consegui foi cortar a franja. Só que a minha não ficava lisinha como a dela pelo simples fato do meu cabelo ser anelado. Nessa época não existia chapinha e quanto menos escova progressiva. Por um dia, tive os cabelos lisos, enrolados na touca e na cor castanho mesmo. E lá fui eu, serelepe pelas ruas me achando demais a Lídia Brondi, cheia de atitude.

Agora para tudo! Quem nunca, sonhou em ser Paquita? Quarentonas de plantão, assumam essa verdade em coro bem alto!

Nos dias atuais, se eu fizer uma auto- regressão, tenho certeza ABSOLUTA que já vivi na década de 20. E, claro, era rica! Morava no bairro Jardim Paulistano em São Paulo e admirava o jardim através das janelas com desenho Art Deco. Costumava passar o outono em Paris e nessa época eu já freqüentava o Café de Flore.

Em tempos de Downton Abbey já desejei ser a Lady Mary. Pela sua coragem, auto confiança e atitude. Mas já não quero mais. Agora queria ser a Lady Edith, tudo mudou no pós guerra. Ouvi dizer que ela vai virar uma intelectual e freqüentar as melhores rodas da Semana de Arte. Mas não quero saber de mais nada, não perco por esperar! Ninguém me conta, ok? Mas imagino que ela vai para Paris, e no Café Les Deux Magots vai conhecer o casal Fitzgerald e se animar com o irreverente Salvador Dali. Só fico imaginando... Pode não ser nada disso!


Quinta temporada, que dia você chega? Não agüento esperar tanto tempo!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Saudades do meu pai






E a saudade cedeu espaço para as doces lembranças. Essas se vestiram daquela pontinha de sol que mesmo escondida atrás das nuvens desse dia cinza, brilhou meio tímida no meu jardim.

Vejo essa mala, posicionada no centro da minha sala de estar. Aqui, no meu lar. Carrregada de boas recordações, essas mala representa mais que isso: ela trouxe do interior os sonhos de meu pai, que aos 19 anos veio para Belo Horizonte em busca de trabalho, família, felicidades e principalmente, muita esperança. Eu, como sonhadora assumida sou, trouxe esse mundo para bem perto de mim. Homem simples, de gestos imensamente simples. Gosto muito disso. Herança para a vida toda.

As lembranças permitiram um sorriso de menina enlaçadas nos momentos vividos. Lembrei da banheira que ele comprou, daquelas bem velhinhas, estilo vintage dos dias atuais, que servia de piscina nos dias quentes. E nos dias frios também! Para a meninada, não existia tempo ruim e para mim, era uma piscinão! Revezava o espaço com minha irmã naqueles meros 80cm x 120 cm não dava para as duas nadarem ao mesmo tempo. Posicionada para a fachada oeste da casa, no meio do quintal, o sol era garantido a tarde toda, até ele se pôr atrás de um morro logo à frente. A única sombra era do pé de limão, pode ser limão capeta, não sei mais, mas tinha uma fruta ali sim. Tinha também morangos nos dias de inverno, tomates cereja, pés de alface, couve, mexerica. Tinha mais verde nessa horta que os aqui descritos. Ah, tinha também uma roseira colorindo esse quintal.

Divertido era sua chegada do trabalho. Tinha bala, chicletes, pirulito para mim, minha irmã e mais ou menos outras vinte crianças que já sabiam dessa rotina. Tinha guloseima para todo mundo. E não era brinde, nem prêmio por bom comportamento, nem nada. Era porque gostava. Ele divertia que nem criança. Aos domingos antes do Fantástico, ria do Didi Mocó que nem criança, nessas horas, também era um de nós.

E nesse dia de domingo, a saudade com gosto feliz, queria almoçar macarronada e após a  soneca, ir ao cinema e depois comer pizza no Pizzaiolo. Voltar para a casa com sono e com a certeza que o próximo fim de semana não seria diferente.

A saudade de gosto infeliz me lembrou que a mesa de almoço aos domingos teria uma cadeira vazia, não mais iríamos juntos para o Rio de Janeiro e nem ia ter mais carona para a aula. E também não ia ouvir mais uma vez antes da prova de história seu relato que aprendeu sobre o Descobrimento do Brasil. E tive que começar a prestar atenção na garota do tempo do telejornal, porque o meu "garoto do tempo", não mais estaria ali observando o clima e ditando as previsões do dia seguinte. Não ia mais sentir o calor, o amor, o carinho. Não tinha mais abraço nem beijo.

Sempre achei seu sorriso tímido. Eu, ao contrário, tenho o riso solto, tão solto que quando assusto, virou uma gargalhada. Mas hoje eu pego emprestado aquele seu meio sorriso que também era triste. Triste como o dia de hoje, vinte anos depois.

Desculpe Pai, pelo choro. Não queria te incomodar, mas estava guardado. Porque hoje eu sou toda saudade. Saudade até do que não vivi.


Texto adaptado e publicado inicialmente em agosto /2012 no blog Casa da Zi

terça-feira, 22 de julho de 2014

Bem leve leve, releve




Das coisas que mais me fazem mais feliz é o jeito divertido e leve dele em levar a vida. Das coisas que me fazer mais preocupar é o jeito leve demais em levar a vida.

Mas a fórmula está dando certo.

Ser feliz é quando o relógio desperta às 6 e alguma coisa a mais da manhã e nesses dias de inverno, teimo em me enrolar mais ainda no cobertor e fingir que nada aconteceu. Mas se na noite anterior, anuncio" amanhã quero aquela força para ir para a academia", ele levanta sem reclamar e nem espera pela famosa "soneca" programada para os próximos dez minutos. Ser feliz é saber que ao levantar o café vai estar pronto e o sorriso e o excelente humor vão estar me esperando na mesa lateral da sala de estar. Com café quente, esse que desaprendi a fazer, de propósito. (Que isso fique bem claro). E devidamente postas à mesa, vão estar as mesmas coisas: torrada integral, creme de ricota light e uma bela fatia de mamão com aveia. Todo dia a mesma coisa e com esse sorriso me esperando, nem dá para enjoar!

Ser feliz mesmo, agora de verdade, é saber que vou comer pão francês com manteiga e bolo de iogurte do Verdemar no próximo sábado.  Fim de semana, pode! Sou uma ótima cozinheira, mas uma péssima confeiteira, confesso que nem batedeira eu tenho na minha fun kitchen.

Ser feliz é chegar em casa (#amominhacaZInha!) após um dia de trabalho (#amomeutrabalho!) e ser servida com com uma Stellinha! Como recusar? Tchau spinning! Beijo, me liga!
É sempre assim, começo o dia bem e termino desse jeito.

Meu pai também era assim, fazia da rotina, dias mágicos. Que bom que a vida dá volta e  às vezes tem reprise das coisas boas. Coincidências que fazem toda a diferença.

sábado, 19 de julho de 2014

Voa, voa!



Como é bom me envolver com meus pensamentos!  Não há limite, nem censura entre eu e minha cabeça pensante. Nesse universo, ninguém ou nada pode nos interferir. Não sou uma fora da lei. Não sou pecadora e nem alvo de críticas. Sou apenas eu.

É claro que às vezes há divergência de opiniões, quando penso e logo critico o que pensei. Às vezes tenho que ser racional, dura e pragmática.  Mas gosto mesmo é quando penso coisas divertidas, emotivas, subjetivas, sonhadoras, quase impróprias. Pensamentos impróprios...isso pode Arnado???

Esse jeito ariana de ser, permite-me ser mais de uma ao mesmo tempo, por pensar duas ou mais coisas opostas ao mesmo tempo, no mesmo instante e acabar concordando ou discordando com tudo. Tudo assim, em frações de segundos!

Pensar em o que poderíamos ser e o que gostaríamos de viver é uma matemática perfeita! É a mesma coisa que sonhar acordada! Tudo pode! Quem será contra?

Ninguém!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tempo amigo, seja legal!

Até outro dia eu tinha 18 anos. E tudo era lindo! Até sofrer por amor platônico, era lindo. Não tinha que me preocupar com a melhor marca de maquiagem e nem fazer escova progressiva no cabelo. Ainda bem que não faço até hoje! Gosto dos cabelos secos ao vento, esse super-secador-de-cabelos-natural. Acho lindo!
Até outro dia, e acho que na minha memória afetiva, até praticamente ontem, a minha única preocupação na vida, era passar no vestibular, e claro, estar linda para paquerar. Linda na medida, sem as frescuras atuais.

Gostava de escrever mensagens em cartões e entrega-las pessoalmente. Uma a uma. Ainda cultivo isso nos dias atuais. Fui presenteada há alguns anos com uma caixa de papéis de cartas super feminino, vintage, que tem até cheiro de tempo. Confesso que às vezes economizo na escrita só para tê-los, digamos, para sempre.

Até outro dia e não faz muito tempo, estávamos mais uma vez, todos reunidos naquela cidade do interior, conversando, rindo muito, gargalhadas que só fazem bem para o coração e olhando uns para os outros. Nada de smartphones conectados com o mundo e desconectados com a pessoa ao meu lado. Incrivelmente todos os programas de encontro para os próximos fins de semana davam certo! Eis o milagre do verdadeiro encontro!

Naquela mesma cidade, nesse início de semana, muitos de nós nos reencontramos. Encontro sem riso e sem alegria, só vela e tristeza.

E nesse mesmo dia, em tom de despedida escrevi:

" Sinto saudade de momentos não vividos, parece um futuro roubado. Hoje a saudade chegou com pressa dentro de um opala marrom cheio de cores, risos, com muita alegria! Lá dentro tinha todos os amigos, não importa se eram oito, nove, quinze ou vinte. Todos cabiam lá. E de estação em estação pegava emprestado um pouco da característica de cada um de nós, cada qual com seu jeito, sua mania, sua emoção. Sim, somos feitos das pessoas que passam por nossas vidas, da convivência, das atitudes, dos trejeitos e de tudo que fica no nosso imaginário.
Hoje o choro chegou de uma forma inesperada, igual choro de criança, mas não pra fazer manha, mas para tirar um pouquinho da dor do coração. Aprendi também que a dor deve ser sentida.

Hoje temos as lembranças, a saudade e tudo o que ficou.

Próxima estação? É com Deus, só Ele sabe o caminho"

Tempo, tempo, tempo, seja legal da próxima vez, ok?


T

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ah....o amor!

Todas as cartas de amor...


Fernando Pessoa(Poesias de Álvaro de Campos)


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)



Álvaro de Campos, 21/10/1935





domingo, 2 de junho de 2013

Nada ficou no lugar

Meu baú que antes ficava nos pés da minha cama, agora recebe os que chegam, logo ao lado da porta de entrada. Vários móveis, objetos agora ocupam outros espaços e em novas funções.

É assim uma nova casa, um novo lar e nada ficou no lugar.




domingo, 12 de maio de 2013

Desconhecido

Ainda desejo viver esse amor inigualável, extremo, dedicado, insuperável, mas ainda desconhecido.

Desejo um lindo dia das mães a todas!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Feira das vaidades

Não precisa me contar! Eu já sei o que você fez ontem à noite!
Já sei da sua viagem, aliás, com riqueza de detalhes, e sei que o que você comeu na sexta feira na hora do almoço. O que era aquela sobremesa tentadora? Dos Deuses! Sei também que sua vida está maravilhosa, com muito amigos, comida farta e um namorado lindo de morrer!

Vi que o encontro de família, foi super emocionante, pois você encontrou seus tios, primos, avós, tias-avós que moram em São Paulo. Vi que seu mais novo sobrinho, aquele bebê fofo está uma lindeza só! Sua família é grande demais, o sítio na Pampulha ficou pequeno para vocês! Aliás, aquele banho de piscina no final do dia deve ter sido doido, água gelada não é para todos, mas sua família se divertiu muito!

Sei que sei cachorro está se tratando da cirurgia na pata da frente. Tadinho, passar por uma cirurgia não é fácil. O pior é que com isso, você não terá mais a companhia do Boris nas caminhadas de domingo pela manhã. Mas é temporário. Logo, logo ele vai para o treino com você. Aliás, que cor linda dos seu tênis, vi que trouxe de Miami na última viagem.

Vi que cortou o cabelo. Ficou super charmoso e incrivelmente lindo com aquela maquiagem. Você estava super sexy com aquela vestido na festa. Mas a sua amiga que usava um vestido azul tomara-que-caia, não ficou nada bom. Aliás, você precisa dar uns conselhos pra ela, sempre usa roupas nada a ver com a tipologia de corpo de tem. Ela precisa escrever para o Esquadrão da Moda e pedir uma ajuda para repaginar o look.

Fico feliz em saber que está tudo bem e nada de problemas.

Faz tempo amiga, que não nos encontramos, sinto saudades. Saudades de encontrar de verdade e saber das novidades.

Novidades?

sábado, 27 de abril de 2013

Lírios com a cor da moda

Existem pessoas que aparecem em nossas vidas, só pra fazer a vida da gente mais especial.
Basta uma palavra, um gesto, um sorriso. A Thê é assim. Só de ouvir seu alô pelo telefone, vejo pelo timbre da voz, tons de ternura e já imagino aquele sorriso delicado, gentil e generoso do outro lado da linha. (Thê, você tem sorriso de menina sapeca, daquelas que acabou de fazer alguma travessura!  ) Nem é necessário estar do lado para comprovar tudo isso, eu já sei,  já está aqui, na minha memória afetiva.
Em tempos de mundo digital, seu email carrega nem sei como, você por inteira, assim, com sua voz, seus gestos. Coisas da tecnologia!


A Thê é dessas pessoas que te convida para um encontro na sua casa e quando chegamos, a mesa está bem posta, a casa está perfumada pelos aromas inebriantes que vem da cozinha. A jarra tem água fresca saborizada com lima, às vezes alecrim, manjericão. Não importa, a água tem sempre um sabor especial. Ah! E a taça de espumante já está à sua espera, doida pra fazer cócegas nas narinas!

Ela é do tipo que nos lugares à mesa, que aliás merece um lookbook por tamanha elegância, deixa sempre uma surpresinha para os convidados sobre os pratos. Sempre embrulhado em laços de fitas coloridas e com o que mais me emociona: um bilhetinho, um verso ou um poema, para encher a alma.

A casa dela, deixa eu contar, é dessa casas com vida, com espaços para serem vividos de verdade, em que cada cantinho foi pensado para a convivência familiar, o encontro com os amigos, enfim para as pessoas queridas. E não tem nada de móveis mirabolantes, com design assinado e coisas do tipo.  Nada dessas casas com cara-de-casa-de-showroom. É uma casa que tem a cara da dona da casa, com alma, com amor, com simplicidade, resumido: só com o bom da vida!


PS. Thê querida, eternamente vou lembrar dos lírios cor de laranja, delicadeza agora tem cor!




domingo, 21 de abril de 2013

Mesa para dois!

O antes e o depois de uma reforma na área de serviço.
Ela agora divide o espaço com uma charmosa sala de almoço.
Bom apetite!




 
 

antes...



esse Amarelo Quindim e danadinho!
Cor que ilumina!

sábado, 20 de abril de 2013

Crepúsculo

Foi assim, banhado nos tons das cores mais lindas, que celebramos mais um encontro
Jantar da Confraria!