quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

RENOVAÇÃO

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um individuo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante tudo vai ser diferente.”

Carlos Drummond de Andrade


Comecei o ano de 2010 chorando muito. Chorei porque guardava dentro de mim uma angústia esperando o inesperado. Sentia um medo de não dar conta das minhas decisões e medo de dar tudo errado. Era sempre um choro contido dentro do quarto, sozinha e respeitando minha maneira de estar só. Era assim que também sozinha dava conta que ao final tudo ia dar certo e que era para acreditar. Aí o choro desesperado transformava em esperança e eu percebia que a tranquilidade era proporcional ao desespero do início. Só depois do tormento, dormia feliz! Renovação.

Chorei de emoção quando vi minha casa montada com coisas simples, mas minhas de coração. E na mesma noite, dormi com um sorriso largo, proporcional ao meu choro quando o encantamento se fez presente. Sentei-me na escada e chorei de felicidade ao apreciar meu quarto grande com lençóis brancos que cobrem minha cama, o baú antigo de jacarandá e a mesa lateral com o mapa de Paris! Meu coração sorriu ao colocar uma gérbera no criado que emprestou um colorido simples nesse espaço gostoso de dormir.

Sorri muito com meus amigos, um a um, que na chegada também se encantavam com o meu jeito simples de viver. Chorei sorrindo na hora do banho ao recordar dos bons momentos vividos naquele dia. Choro curto, lágrima única, leve e até gostoso de chorar. Chorei por ser amada. Chorei por todos também amarem minha casinha. E também chorei muito com soluço quando me decepcionei com uma pessoa querida. Mas fiquei feliz por saber que eu também sei perdoar.

Cheguei em casa feliz quando as cortinas da cozinha foram instaladas e o charme anunciado se fez presente. Minha extensão da sala de estar, meu lugar de receber. Sorri muito quando a primavera chegou e as flores cuidadosamente plantadas, surgiram como que em um passe de mágica. Registrei esses momentos simples, mas que me encheram de poesia.

Chorei por ser feliz, por questionar meu merecimento. Chorei e agradeci pelo simples me encher de felicidade. Chorei por me sentir renovada.

Termino meu 2010 feliz, sorridente, agradecida por tantas coisas boas vividas, com muita saúde pra brindar 2011 com muita alegria que tenho dentro de mim!
















segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

10 ATITUDES QUE PODEM FAZER A DIFERENÇA

1- AVALIE

É mesmo preciso trocar de carro, celular, TV, roupas em períodos casa vez mais curtos? É muito mais fácil achar culpados para nossa dificuldade em mudar hábitos que agridem o meio ambiente do que nos responsabilizarmos por eles.

2- PARADIGMA

Entenda plenamente a impermanência de todas as coisas, execite o desapego e o respeito pela escolha dos seus companheiros e amigos.

3- APRENDA A SER RESILENTE

Decepções, perdas, traições, desencantos fazem parte da vida. Mas o ser humano tem infinita capacidade de se levantar. O importante é encontrar maneiras de lidar com a dor e acreditar sempre que as feridas irão cicatrizar um dia.

4 - SEJA FLEXÍVEL

Muitas pessoas definem projetos e se apegam a eles sem enxergar o que se passa ao lado. Tenha uma meta, mas, vez por outra, avalie se você pode mudar o percurso. Leia os sinais à sua volta, seja fexível. Às vezes uma mudança de roteiro pode mudar a sua vida.

5- CUIDE DE SUA SAÚDE

Pratique exercícios físicos, coma alimentos saudáveis, tire um tempo para não fazer absolutamente nada, contemple a natureza, curta-se.

6-  NÃO TER QUE

Vivemos em um mundo de cobranças de performance. Todos devemos ser ótimos, eficientes, maravilhosos, bem vestidos, saudáveis, educados, amorosos, sociáveis e por aí vai. Abra mão da ditadura da cobrança e seja livre para viver as experiências que realmente te deixam feliz.

7- PRESTE ATENÇÃO

Seus maiores inimigos são seus apegos e ódios. Livre-se deles.

8- CONVIVÊNCIA BÁSICA

Olhe nos olhos, dê bom dia, dê passagem no elevador, puxe um dedo de prosa com um desconhecido, sorria, caminhe por novas ruas, faça algo que nunca fez, visite um local diferente todo ano. O inusitado é instigante.

9- ATENÇÃO

Não deposite em ninguém a responsabilidade pela sua felicidade ou sucesso. Você é o único regente da sua vida.

10- ESSENCIAL

Não desista do amor nunca. Ele é a própria chama da vida.
   

                                       
FONTE: JORNAL O TEMPO 19/12/2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

OBJETO PARA REFLETIR

Na minha casa, tento dar sentido para todas as coisas. Meus objetos, meus móveis, minhas flores, minha sensibilidade refletem as referências do meu jeito de morar. Gosto de andar pelas ruas e ver coisas. Gosto de me apaixonar pelo simples. Faço um registro de imagens com a percepção do olhar. Gosto de arrumar minha casa e trocar os objetos e móveis de lugar, só pra ver se fica bom. Surpresa! E não é que fica?! Assim é o meu olhar e é esse jogo do simples que me surpreende. O lugar onde habito é mágico e porque eu quero é uma casa feliz!

A mesa lateral que chegou, tem um tampo de forma orgânica e o revestimento em espelho reflete o que coloco por cima. É gostoso brincar com o lúdico, imagens duplicam e ganham proporção diferenciadas. Simples assim.  Coloquei apenas um Papai Noel sobre ela e agora tenho dois. E só pra testar, levei-a para meu quintal e posicionei debaixo do meu brinco de princesa e tive uma grata surpresa: vi um lindo bouquet de flores se oferecendo pra mim!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ACREDITAR

Acho que tem uma estrelinha piscando pra mim...

CHEIRO DE INFÂNCIA

Lá na infância, vez ou outra, recordo-me de algumas histórias. No campo das sensações, alguns sentidos me envolveram fortemente. Um deles em especial é o olfato. Lembro com muita clareza e em minhas narinas um cheiro forte, inconfundível e sedutor: o cheiro de café.
Meu pai nasceu no interior de Minas e foi em um distrito, na verdade um povoado, até hoje denominado Japão Grande. Não consigo nem explicar o porque do nome. Mas é assim. E Também não adianta procurar no Google Maps... não vai encontrar. Mas pode ter certeza que existe!
Ainda muito jovem, chegou na capital, Belo Horizonte, munido de uma mala, um sonho e uma esperança. O primeiro emprego que durou a vida inteira, começou fazendo pequenas entregas de café a bordo de uma bicicleta. Tenho certeza que feliz da vida! Característica dele. E também muito perseverante. Outro dom maravilhoso.

Cresci com esse aroma. Cresci com esse paladar. Cresci vendo-o preparando o café todas as manhãs. Cheiro bom.

Formou uma família só de mulheres e era ele que tinha que encontrar maneiras diferentes de sobressair bem nesse universo feminino. E olha que ele fez isso com mestria! Saudade.

Hoje na Casinha, sou eu quem prepara o café da manhã. Gosto do café forte, daqueles pra partir com faca! Gosto de me envolver nos aromas, nas lembranças, nas histórias vividas. Preparo com gosto.
Aqui, o Danilo também tem que se virar pra dar conta de tantas mulheres ao redor.
Primeiro eu, depois minha mãe, minha irmã e minhas duas lindas sobrinhas. Durante muito tempo, ainda tinha minha (única avó viva) avó materna que eventualmente morava conosco. E não satisfeito, lá na casa dele, minha sogra e sua única irmã! No total, somos 8 contra 1! Covardia? Nada! Ele consegue sobressair de um jeito muito sedutor, com muita categoria e principalmente com um humor de dar inveja! É... mas mesmo assim, o mundo é das mulheres!

Danilo sempre falou que gostaria de ter conhecido meu pai. Ouvir isso, me faz feliz.  Ele é capaz de conversar horas a fio falando de uma pessoa que ele não conheceu e com a mesma veracidade de quem conviveu com ele. Acho que eles seriam amigos. Dois caras legais. Teria sido muito gostoso pra mim, ter podido desbravar um pouco mais desse universo masculino.

Na linha da vida, alguns anos os separam, mas é só uma questão de tempo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

FELIZ!

É impressionante o real sentido do encontro. Desfrutar desses encontros. Como uma palavra tão simples, mas carregada de forte conceito pode transformar e motivar as pessoas. Ontem foi assim. Encontrei com a amiga (nova amiga!!!) Sandra e ela com um sorriso largo permitiu dizer “seja FELIZ com letras escritas em maiúsculo”. Fiquei pensando. E vale uma pausa. Comece com um silêncio, uma reflexão e um olhar novo. Deixe os conceitos velhos para trás. Ás vezes eles só atrapalham. Respeite a realidade própria e não deixe contaminar-se por coisas que não lhe pertencem. Permita-se receber com muito carinho os presentes que estão por aí. Permita-se um olhar poético, até com tom infantil e as descobertas aparecerão como em um passe de mágica!
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sábado, 27 de novembro de 2010

NOSSO LAR

Nossa casa deve refletir uma sensação de bem estar, um porto seguro. É no nosso lar que revelamos nossa intimidade, jeito de viver, revelamos nossa descontração com as pessoas que chegam e acolhemos com conforto e simplicidade.
Nos detalhes, enxerga-se o charme. O charme simples de uma almofada colorida, o charme de uma peça de herança de família, o charme de uma idéia inusitada que empresta o glamour necessário para encantar o olhar e aguçar os sentidos.
Da cozinha com jeito de sala, lugar de receber, sinto o cheiro da comida boa e o prazer conversas, do bate papo, onde os segredos são revelados. A mesa posta com delicadeza convida sempre para sentar-se, sentir-se a vontade e as bebidas bem escolhidas, torna o ambiente permissivo para brindar a vida.
Do quintal, vejo o beija flor cumprir seu papel de encantamento pela natureza, vejo a chuva que cai fazendo um barulhinho bom, as plantas que crescem e se renovam a cada estação. Os perfumes se misturam e a profusão de cheiros da cozinha e quintal, reverencia o sentido do encontro.
Da sala, a maciez do sofá e o colorido das almofadas, acolhem em momentos simples e sempre especiais. O tapete, os livros, os objetos pessoais, os móveis revelam a minha história. Minhas memórias, meu jeito de viver.
Do meu quarto, a cama macia permite a pausa para o descanso, a alvura dos lençóis acolhe o amor pela vida. A janela abre-se para uma árvore generosa, bonita de se ver e lindamente orquestrada pelo vento. Um luxo à parte.
Meus pés descalços caminham por pisos diferenciados a cada ambiente da casa. Cada textura, cor, uma sensação. Maneiras diferentes de encantamento pelo simples.  Minhas mãos preparam o alimento, permite o toque e meus braços abraçam com carinho as pessoas que chegam.

sábado, 20 de novembro de 2010

NA PRAIA DE BEAGÁ!

Passei várias férias,durante minha adolescência, no Rio de Janeiro... sim! Cidade Maravilhosa! Era um sonho. Hospedávamos em um apartamento no Leme situado à Rua Gustavo Sampaio. Era fascinante ver o pôr-do-sol do Arpoador. Visão inesquecível. Sinto ainda o gosto do biscoito de polvilho com chá mate gelado, sinto ainda o ardor do sol e sinto também o gosto salgado da água quando aventurava junto de meu pai a enfrentar o mar em dias de maré cheia. À tardinha era hora de dar uma volta no calçadão. Eu e minha irmã sentávamos em frente ao Copacabana Palace para ver as luzes do hotel se acender. Com sorvete na mão. Pequeno luxo para nossos olhos. E na época do Natal, éramos presenteadas com o brilho cintilante das luzes caindo em cascata dos hotéis de luxo da orla mais famosa do Brasil. Cartão postal que guardo na memória por uma vida inteira. Saudade de pequenos prazeres vividos e saudades de maneiras diferentes de vivenciar a felicidade.
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Outro dia, em dia de liquidação de um shopping, vi um brilho amarelo de longe. Quanto mais chegava perto, mais aquele amarelo me chamava. Era uma cadeira com clima praiano e vinha com banqueta! Não resisti, assentei-me e no mesmo instante atendi uma chamada telefônica quando aproveitei para esticar a conversa e curtir mais uns minutinhos. Muito confortável, muito colorida e irresistível. A martelada final para a decisão pela compra foi o preço: pequenininho! Eu adorei!
Chegando aqui na Casinha, percebi que a cadeira era mais do que isso: é super versátil. Por sua leveza, ela a cada dia está ambientando em um lugar diferente. Em meu quarto, ela faz a vez da bèrgere (que um dia vai chegar); na sala posiciona-se bem para a leitura, para ver tv ou até acomoda mais um em dia de casa cheia e lá no quintalzinho aproveito para curtir os dias de sol da primavera, aqui na praia de BH!


domingo, 14 de novembro de 2010

OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES

Na época em que não existiam os computadores, as brincadeiras eram as mais diversas possíveis. Diversas e cheias de criatividade. E põe criatividade. Brinquei de boneca até meus doze anos. Só parei de brincar de casinha depois que fiquei mocinha. Aquela transformação no meu corpo disse baixinho dentro de mim que era hora de abandonar minha querida infância e mudar de etapa. Mas eu não queria não! A brincadeira estava tão boa!
 Mas não brincávamos apenas de casinha não. As brincadeiras incluíam pique esconde, rouba bandeira, pular elástico, ensaio de dança e posterior apresentação  para nossos pais. Os ensaios eram diários e a vizinha da frente era a coreógrafa.  Achava o máximo!  Fui até pra televisão! O programa era da Tia Dulce e fomos fazer nosso espetáculo ao vivo.  Nem acreditei quando o pai da vizinha da frente conseguiu agendar nosso horário. Quanta responsabilidade. Quanta emoção. Ensaiamos muito uma música do disco Os Saltimbancos Trapalhões. A música escolhida foi Hollywood. Quer nome melhor para uma estréia na TV? A história relatava as aventuras de funcionários simples que se tornam a grande sensação do circo Bartolo graças à sua incrível capacidade de fazer o público rir. História cheia de desafios. Uma daquelas histórias que todos nós deveríamos assistir quando crescidos. Mais umas das aventuras de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. E lá fomos nós: eu, minha irmã, as duas vizinhas da frente e um primo nosso.  Lembro que fiquei aflita e muito ansiosa nos dias que antecediam o tal acontecimento e meu pai foi o responsável de nos levar até o palco. Minha mãe ficou em casa nos assistindo pela tv que era preto e branco. Mas ela viu cores na tela. Fizemos tudo direitinho e foi inacreditável estar nos bastidores da televisão. Fomos aplaudidos de pé. Pra mim, foi assim. Na verdade nem me lembro. Faz de conta que sim. Era o ano de 1981. Inesquecível.
Como a brincadeira estava tão boa, agora me deparo brincando de Casinha de novo! E com muita responsabilidade. É impressionante como a vida da gente é em forma de círculo. Os acontecimentos vão e vem. Os que foram significativos ficam sempre circulando com a nossa energia e de vez em quando permite-se ser lembrado para ser vivenciado de outra maneira. Agora tudo o que não foi solucionado, anda na contra mão e uma hora bate de frente dando outra oportunidade para ser revisto. Com outro olhar e permitindo outra maneira de resgatar valores, questionamentos que só o tempo pode trazer de volta. Oportunidade de aprimorar. Oportunidade de ser melhor. É o círculo da vida.
Cumã?
Acesse o link para ver um trecho da música

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA

Já percebi que tenho muita imaginação. Em vários momentos não sei se algum fato ou um pedacinho da minha vida foi um sonho ou realmente aconteceu. Às vezes me deparo com meus pensamentos e minhas memórias e tento resgatar algum fato do passado. Pode ser passado recente ou distante. Chego até a sentir saudade de uma época, momentos que na verdade nem vivi. Às vezes tenho tanta vontade que um desejo se realize que me confundo com a realidade. Já aconteceu de sonhar com um fato e depois ele se realizar. Sonho mesmo, aquele da hora do sono. Acredito que a energia de vez em quando resolve conspirar a favor. Temos que aproveitar. Realidade e sonho são próximos pra mim. É estranho assim.
É mais ou menos assim que aconteceu com a Casinha. Eu já estive aqui nesse jardim. Eu já cuidei dessas flores, já curti o sol da manhã no quintalzinho com uma xícara de café admirando e conferindo a evolução das minhas plantinhas. A alvura das roupas de cama já foi trocada na minha imaginação e o arranjo de gérberas e astromélias já emprestaram o colorido necessário nesse espaço de dormir. Da cozinha, os aromas já se misturaram com a vontade de reunir e promover encontros ao redor de uma mesa com um delicioso papo que não dá vontade que acabe nunca. O silêncio já foi interrompido com a melodia do vento batendo na copa da árvore grande. E já morri de rir quando a taça com vinho tinto incrivelmente se desprendeu de minhas mãos e achei aquilo tudo só uma bobajinha. Algumas coisas aconteceram dentro do que sonhei e outras superaram as expectativas. Meu pensamento voa além do esperado. E incrivelmente o inesperado acontece.
Há um tempo me deparei com um ponto final. Lidar com as mudanças exige muito do autoconhecimento. Resgatei em mim, minha verdadeira origem para responder aos meus próprios questionamentos. Há uma diferença muito grande entre o que realmente somos, o que as pessoas acham sobre nós e o que gostaríamos de ser. Acho agora que antes desse ponto final há uma vírgula que agora entendo como uma pausa. Uma pausa para pensar e para fazer desse encontro com a vida, uma festa no meu coração.
 A simplicidade do encontro é que faz a vida da gente mais feliz. O encontro da Zi com o Danilo, o nosso encontro com a Casinha. O encontro da Zi com seu novo mundo. O encontro dos amigos que chegam e ficam a vontade. O encontro dos amigos de meus amigos comigo e com minha vidinha. São todos bem vindos! Nem eu tenho vontade de ir embora lá pra cima no meu quarto e fechar a porta... quero continuar contar uma história debaixo do meu brinco de princesa e não quero que essa história acabe nunca. Quero sentar nesse banco de madeira e ver de longe, lá na sala as outras pessoas que lá estão promovendo esse encontro. Gosto da casa cheia, gosto muito dos fins de semana. Gostei muito desse último.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

IDENTIDADE REVELADA

Descobri sem querer. Fui buscando em minhas memórias o tom que aquele jeito doce, simples, engraçado e inocente olhava pra mim. E nem precisava falar nada. Só um olhar ou o jeito de posicionar com a cabeça para o lado. Surpreendentemente simples. Uma mania impressionante de conquistar as pessoas com um simples gesto ou apenas com sua chegada. E já basta.
Na minha infância Os Trapalhões passava na TV Globo aos domingos antes do Fantástico. A abertura do programa era tipo um desenho animado. Adorava. Mas por outro lado anunciava o final do fim de semana e no dia seguinte era dia de acordar cedo para aula. Tristeza. Segunda feira é segunda feira, não tem jeito.
Eu tinha meu lugar marcado no sofá. Deitava antes, ocupando todo o sofá, pra guardar o lugar de meu pai. Era hora de repousar minha cabeça no colo dele e garantir um carinho antes de dormir. Todos nós lá em casa assistíamos ao programa e na abertura do Fantástico já era hora de começar o tal cafuné. Preparo de uma noite de sono tranqüila. Era gostoso. Isso se repetia todos os domingos. Meu pai adorava o Didi e ria como criança. Eu também. Ria da risada dele.
E continuo rindo. Rindo do jeito inquieto, ansioso e engraçado do Danilo. Humor simples. Rio da maneira que ele tem em permitir que todos os momentos sejam especiais, mesmo aqueles que naturalmente são permitiriam. Desarma qualquer cara feia. Não tem braveza que resolva. Tornar a vida mais fácil de viver é o grande segredo. Para poucos, é claro. E ele é especialista no assunto. Rio de trapalhadas que pareceriam idiotas, rio de uma bobagem qualquer ou por ter me lembrado de uma palhaçada antiga. Rio sozinha na rua e parada no trânsito. Rio por saber que tenho esse privilégio e por ele estar comigo. Por ser um presente leve na viagem da minha vida. Ele me rouba um sorriso na alma e muitas vezes exalo uma gargalhada infinita e alta. Sem cerimônia. Estampo no rosto um sorriso para encontrá-lo, porque sei que ele vai querer.
Conquista simples assim. Sinto que ele é pra mim, o verdadeiro Didi Mocó!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DIA NUBLADO COM POSSIBILIDADE DE CHUVA

Não dorme não pai! E ele nem abria os olhos pra dizer carinhosamente: Só estou descansando as vistas filha!
Acorda pai!
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Tem dias que meus olhos enchem de lágrimas. E acho que é porque estou triste e às vezes é porque estou extremamente feliz. Um contentamento inesperado pode causar esse fenômeno ou uma notícia triste, uma palavra mal compreendida, um tom ácido de uma pessoa querida ou até uma angústia inesperada. Uma TPM que começa às vezes 10 dias antes.
 Tem dia é porque estou cortando cebolas para o preparo da refeição ou porque vi no DVD a música que me enche de emoção ou me remete a uma recordação inesquecível.
 Às vezes é porque cai um cisco no meu olho.
Tem momentos em que me deparo com uma lembrança que nem sei ao certo se sonhei ou se de fato aconteceu. Outro dia, sonhei que tinha perdido meu pai e estava no velório. Acordei assustada e demorei em reconhecer onde eu me encontrava. E de fato eu estava ali. Esse sonho era realidade. E esse episódio já tem um tempo que corresponde a quase metade da minha idade. Essa metade da ausência foi por caminhos tortuosos. Essa metade reflete agora coincidência ou não uma reflexão do conjunto vivido até aqui. Um encontro meu com minha história. Agora somos nós duas: eu e eu mesma.
Tem dias que não encontro palavras para descrever esse sentimento que faz meus olhos encherem de lágrimas. Hoje é assim.
 Mas acho que é saudade mesmo.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

OS CEGOS DO CASTELO

Assisto ao programa Saia Justa desde a sua estréia e fiquei fã da Fernanda Young. Num programa em que cada uma das saias tinham que levar uma música a Fernanda levou "Os cegos do castelo" do Titãs... confesso que foi emocionante.


E cá está a letra escrita por Nando Reis e a interpretação da música feita por ela está aqui comigo e me faz refletir em vários momentos.



Eu não quero mais mentir
Usar espinhos
Que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno
Que me atraiu
Dos cegos do castelo
Me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, um lugar
Pro que eu sou...
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos
Me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver
Venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou...
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Do seu jardim...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim...
Eu não quero mais mentir
Usar espinhos
Que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno
Que me atraiu
Dos cegos do castelo
Me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, um lugar
E pro que eu sou
Oh! Oh! Oh! Oh!...
E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah!
Do seu jardim...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim
Oh! De mim!

sábado, 30 de outubro de 2010

ERA UMA VEZ UM LAVABO

Era uma vez um lavabo com cerâmica azul da meia parede pra baixo e branco na outra metade. Sem graça que só ele... Estava doidinha para renová-lo com algo criativo e porque não com minha cor predileta: amarelo! Essa cor traz aconchego, luz, traz bom humor!
E aqui está ele totalmente renovado: antes de tudo, bem humorado, com espelhos com ar retrô, luminária (lá do Mercado central) que favorece uma luz com ar psicodélico e estimula a percepção e os sonhos. Tudo junto e misturado, diferenças que combinam entre si e comunicam-se.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CADA COISA EM SEU LUGAR

É surpreendente como as coisas acontecem na vida da gente. Às vezes o que planejamos não representa o que realmente está reservado pra nós. Ano passado, estava planejando com muito cuidado e vontade a realização da cerimônia do meu matrimônio e por ironia, o que deveria vir depois, que é a casa, aconteceu antes e atropelou a etapa anterior. E estou achando ótimo! Entendi que os ventos não estavam a favor e estava difícil lutar sozinha. Aprendi que na vida temos a liberdade de escolha e como temos muitas opções, temos que ser justos para escolher o melhor no momento no momento certo. Mas o que é certo? Pode ser que depois, lá na frente, fora da situação, enxergamos com outros olhos. Mas é difícil escolher. E estamos aqui nesse mundo exatamente para isso: liberdade de escolha, aprimoramento e merecimento. As escolhas podem ser doídas, mas depois podem virar um presente lindo... vai saber. É só vivendo mesmo.
Estava desesperada para comprar uma mesa grande. Até então, só estava com aquela da cozinha na medida de 80x50cm. Só para duas pessoas. Planejei nos sonhos de uma arquiteta para a sala de jantar uma mesa Saarinen. Adoro! E meu projeto contemplava lá no quintal uma mesa de madeira de demolição grande para mais pessoas em dia de festa. Comprei a tal mesa e não ficou bom. Fugiu do planejado.  Quando ela chegou, o quintalzinho já havia definido seu espaço: todos queriam era a mesa pequenininha da cozinha debaixo da cobertura de esteira lá do Mercado Central. Aquela atmosfera definidora não contemplava uma mesa grande. Solução? Cá está ela na sala de jantar. Confesso que está muito bem aqui nesse espaço com cadeiras de ar campestre. E todos aprovaram. Nem parece a mesma. A Saarinen vai ficar pra depois. Vai existir um lugar onde eu e esse objeto de desejo vamos nos encontrar.

domingo, 24 de outubro de 2010

QUASE TUDO DEPOIS

Como somos apenas duas, meu pai apresentava-nos como a “mais velha e a caçula”, e não existia nenhuma no meio entre nós. Eu, a caçula. Morria de vergonha de apresentações, queria ser invisível nessa hora. Aliás, invisível sempre que encontrava gente que não conhecia.
 Depois de quase dois anos após a minha irmã, eu nasci. Era um verdadeiro anjinho de candura. Só naquela época de bebê. É claro que minha irmã aprendeu a andar, falar e eu só depois. E foi na primeira escola, o Castelinho Vermelho, que eu sonhava em estudar. Um mundo mágico, lúdico, em que minha irmã foi estudar primeiro e eu depois. Mas não durou muito tempo não, saí desse castelo encantado quando minha irmã foi para a primeira série em outro colégio e eu entendi que deveria sair também e fui completar o pré primário no Pinóquio. E tinha que começar tudo de novo: novas apresentações para novos coleguinhas. Tarefa difícil pra mim. Só fui mudar de escola depois, e novamente esse temor pelo inesperado. Tinha medo de me perder naquele colégio enorme que tinha no pátio duas árvores enormes que faziam muita sombra, e novamente novos coleguinhas e no primeiro dia de aula, a tal das apresentações. Falar o que de mim?
Minha irmã começou a namorar ainda adolescente e eu bem depois. Meu pai era ciumento. Quase infartou quando viu o primeiro beijo da minha irmã. Era um sacrifício para ele. Ela casou-se com esse único namorado e eu ainda não. Não oficialmente, casei-me com o compromisso do amor e da felicidade, meu altar é o meu coração. A burocracia vou deixar para depois. Ela tem duas filhas e uma delas já adolescente. A outra pré adolescente. Os meus, ainda estou deixando pra depois. E já está virando muito depois. Se o tempo deixar, serão “os meus” e se não, “o meu” já está bom. Serei boa mãe, mas tenho certeza que o Danilo será um pai maravilhoso, assim como o meu. Tive e tenho sorte. Obrigada meu Deus!
Minha irmã conseguiu a habilitação para dirigir primeiro e eu depois. Para mim, na prova oral, bastou apenas uma pergunta: “você está preparada?" E eu entendi " o que é uma parada?" Como respondi prontamente, a ansiedade me ajudou. Já no exame de rua só passei depois do terceiro, nesse caso a ansiedade só atrapalhou.
Minha irmã formou sua família, seu lar, mudou-se e mora hoje em Salvador. Pra mim, só aconteceu depois, bem depois. Ela também entendeu bem antes a transformação que isso faz em nossas vidas. Eu só consegui entender quinze anos depois. Cada uma no seu tempo.


sábado, 23 de outubro de 2010

LÁ NA INFÂNCIA

Minha mãe casou-se na década de 70 e minha irmã nasceu três anos depois. Já eu, nasci um ano de dez meses após, quando minha irmã estava se equilibrando para andar. Como minha mãe tinha que me carregar para resolver seus assuntos lá na cidade, minha irmã tinha que ir andando mesmo. Não tinha bebê conforto, minha mãe ainda não dirigia e tinha que se equilibrar para dar conta. Mas lá em casa sempre tinha o dinheiro do taxi para todas as emergências, porque não existia celular e meu pai trabalhava em serviço externo. Não adiantava deixar recado na empresa que trabalhava. Quando ele chegava em casa, estava tudo resolvido. Todos os dias tinham muito assunto e novidades na hora do jantar.
Eu era um bebê bonzinho. Não chorava. Aliás, só chorava quando estava com fome. Meu cabelinho ficava todo embolado no berço e para minha mãe saber se eu estava acordada, tinha que ir até o quarto para verificar. Ela morria de dó de me deixar lá brincando sozinha, mas como minha irmã chorava o tempo todo, era a solução. Eu e meu mundinho. Qualquer coisa me divertia e distraia. Acho que é por isso que tenho na parte de trás do meu cabelo uma mecha de cabelo que só fica embolada. Haja escova e chapinha.
Na nossa infância, minha irmã tinha que me incluir nas brincadeiras com suas amigas. Como era mais velha, tinha que cuidar de mim. Brincávamos na rua ou íamos para a vizinhança e como nunca cumpríamos o horário da volta pra casa, minha mãe era obrigada a chamar pelo nosso nome. Nosso nada, ela só chamava o nome da minha irmã, mas estava subentendido que eu também estava incluída. Até que um dia minha irmã se rebelou e disse que tinha que chamar meu nome também. Minha mãe até tentou, mas a sonoridade não combinava. O nome da minha irmã é composto e o meu não. Já bastava isso.
Crescemos juntas e minha mãe insistiu que eu e minha irmã deveríamos dormir em um quarto só. Por isso nosso quarto era muito grande. Mas na adolescência eu queria fazer uma parede no meio para dividir. Ficava imaginando uma parede invisível e afirmava categoricamente que aquela parede existia. Só na minha cabeça.
Aqui na Casinha o quarto é grande, enorme! Mas nem penso em dividir nem em meus sonhos e nem em minha imaginação. E está do jeitinho que eu quero. Só falta a tal bèrgere que ainda habita os meus sonhos. Acho que o gostoso é justamente isso: esperar ansiosamente, curtir a falta que faz e compor tudo aos pouquinhos. Assim, sempre tem novidade!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

VERMELHÃO

Lá em casa há muito tempo atrás, na área de serviço, meu pai fez como acabamento no piso, cimento com pó xadrez. Dia de sexta feira era dia de encerar com cera vermelhão e ficava lindo!
Aqui em casa, a escada e piso da área de serviço estavam assim meio sem graça, totalmente sem charme. Tudo de cimento. E porque não o vermelhão? Sugestão da mamãe. Aqui sexta feira é dia de encerar e também tá lindo!

sábado, 16 de outubro de 2010

VIDA EMPRESTADA

O banco de madeira com ar de colegial foi o primeiro que chegou. Aliás, ele nunca saiu daqui, é emprestado do Bernardo, proprietário desse mundinho.
O tapete, veio em sequência e é emprestado da minha sócia Patrícia. Com esses dois elementos já pode dizer que se configura uma sala. Sala não, melhor lounge, assim dá pra dançar!
A mala que faz a vez de mesa central peguei emprestada com meu pai. Juro que ele me emprestou! Fui eu mesma que psicografei a mensagem.
O sofá acabou de chegar: peguei emprestado com minha mãe, mas as almofadas são minhas, comprei.
Agora minha criatividade peguei emprestada comigo mesma, mas minha sensibilidade é de meu pai e já minha braveza é de minha mãe.
Os traços de meu rosto são emprestados de meu pai, a genética do meu corpo é herdado de minha mãe.
Minha determinação é emprestada de meu pai e já minha coragem em enfrentar a vida, é de minha mãe. A ansiedade com certeza é de meu pai, mas ainda não consegui pegar emprestado dele tamanha simplicidade e generosidade.
De minha mãe peguei emprestado também a impaciência, mas meu pai me emprestou o comprometimento e determinação.
Meu humor é de meu pai e minha firmeza é  emprestada de minha mãe. A ansiedade é emprestada de meu pai e já a vaidade não consegui pegar emprestada de minha mãe.
Agora minha TPM é emprestada de meus hormônios.
Minha tolerância e delicadeza tento pegar emprestados de minha irmã e a doçura ás vezes consigo só um pouquinho da Bruninha. E a atitude é com certeza da Brendinha!
Da amiga Simone, peguei emprestada a vontade de viver a vida e da amiga Renata peguei emprestado a alegria (muita alegria!) e a compreensão. Da querida Camilinha pego emprestado o encantamento pelo simples e do amigo João, ele me empresta os olhos pra enxergar a vida do lado do avesso.
Da amiga Fernanda, peguei emprestada a vontade de escrever um texto com sensibilidade e verdade, desde Milho Verde; e da amiga Chris e da prima Elaine peguei emprestado a vontade de lidar com o trabalho com bravura. E da amiga Alessandra, pego emprestado uma pausa para o sono.
Da Patrícia, a mesma do tapete, tento pegar emprestado a maneira de tentar enxergar a vida de um ângulo mais fácil e mais doce.
Da vida, peguei emprestada a dureza, a intolerância, a incompreensão,a perda, a falta de razão e insensatez. Mas também peguei emprestados a poesia, o sonho, a liberdade, a verdade, a coragem,o perdão e muita esperança.
Do amor Danilo, pego emprestado o lado bom da vida, mas também não consegui pegar emprestado tamanha generosidade e juntos emprestamos uma ao outro a felicidade!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SOBRE AS TENDÊNCIAS

Como surgem as tendências? Na maioria das vezes são atitudes comportamentais e estão aliadas às questões da história e acontecimentos da humanidade.
Por exemplo, após o ataque às Torres Gêmeas, surgiram novos conceitos no mundo todo, dentre eles, um novo conceito de morar e novos conceitos nos padrões de beleza e moda. (Eu entendo que sempre há uma co-relação entre moda e arquitetura). Após períodos de crises, há uma tendência do repensar a vida e percebo que as pessoas tem uma ânsia pelo novo, ousar, fazer de novo e reinventar. Há um sentimento de valorização das pessoas, da casa, dos ambientes de encontro como a cozinha e o jardim.  Assim sou eu na Casinha!

Na arquitetura, atualmente, há uma tendência do uso de cores como uma maneira de trazer “felicidade” para dentro de casa. Isso pode ser visto como um reflexo da crise financeira de 2008 que produziu uma série de conseqüências na vida das pessoas, mas contribuiu positivamente para um olhar diferente para o ser humano e valorização de encontros dentro de casa. Naturalmente e de maneira intuitiva, a casa toma novos ares e firma-se como um laboratório de tendências, pois reflete a personalidade do morador e as pessoas absorvem e fazem a leitura do espaço com o jeito de viver e morar de cada um.

Dica: os encontros nos quintais é a melhor maneira de interagir e buscar essas inspirações.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CULTURA NA CASINHA

Moramos a vida inteira em um bairro aqui de BH fora (bem fora!) dos limites da Av. Do Contorno. Pra quem não sabe, a cidade de Belo Horizonte teve seu traçado urbanístico inspirado no modelo da cidade de Washington, sistema de ruas um xadrez, ao qual foi sobreposto outro de avenidas que cruzam as ruas formando um ângulo de 45o, em que a Av. do Contorno representava o limite. Só não imaginaram que a cidade em tão pouco tempo cresceria além do esperado.
O centro da cidade ficava bem longe da minha casa e quando minha mãe tinha que resolver algum assunto de casa, dizia sempre que ia "lá na cidade". Pra gente, isso era muito comum. Anos mais tarde, já na faculdade isso soava estranho pra todo mundo, "como assim ir lá na cidade???"
Nesse trajeto de casa para a "cidade", o ônibus passava por outros bairros e lembro bem de como observávamos o entorno. Eu e minha irmã prestávamos atenção nas construções, nas interferências do traçado urbanístico com a construção do Elevado Castelo Branco e em especial nas casas construídas. E tem uma em especial que elegemos como nossa casa. Apenas 01 andar, ar de retro e gradil com movimentos orgânicos para proteção de portas e janelas. Considerando nossa inocência, achei que seria fácil pedir ao nosso pai para comprar aquela casa. Como não foi possível, sonhar já tava bom demais!

Hoje, continuo gostando do retro, vintage, atmosfera com cheiro do antigo e de tudo aquilo que tem uma história para contar. Gosto de misturar. Gosto de design, peças conceitualmente bem elaboradas, divertidas: irmãos Campana! E gosto também do Bertóia, Mies Van der Rohe, Verner Panton, o movimento da Bauhaus, gosto bem da década de 30. Gosto do Art Déco.
Tive a sorte de encontrar um imóvel totalmente nesse estilo. Não me encantei à toa. Tudo nessa vida tem conectividade e acredito que nada vem por acaso.
Mas o que é o Art Déco? Brevemente: é uma expressão francesa referente à arte decorativa, da década de 30, considerado para muitos um movimento eclético que se difundiu rapidamente pelo mundo. Por estar ligado à vida cotidiana (objetos, mobiliário, tecidos, vitrais) se associou à arquitetura, ao urbanismo, ao paisagismo, à arquitetura de interiores, ao design, à cenografia, à publicidade, às artes gráficas, à caricatura e à moda; enfim praticamente a tudo! A arquitetura art déco possui fachadas com rigor geométrico e ritmo linear, com fortes elementos decorativos e geometrização das formas. Exemplos: Edifício Acaiaca, Cristo Redentor e a Casinha. Agora que tudo ficou bem claro posso afirmar que a Casa da Zi também é cultura!




quarta-feira, 6 de outubro de 2010

EM QUE ÉPOCA ESTAMOS MESMO?

Às vezes acho que nasci na época errada. Tenho um gosto apurado por objetos e coisas gerais que tem um cheiro diferente, um uso que virou outro uso do avesso e que mostra características de história, tempo.
Outro dia, passeando pelas ruas da cidade de São Paulo e vendo aqueles casarões lá no Jardins, desejei ter nascido na década de 30, 40. Mas queria ser rica! Claro. Queria morar em um daqueles casarões que marcam a arquitetura eclética no Brasil, misturando Art Déco, Art Nouveau, tudo misturado, mas muito chique. Sem muros altos, apenas um portão baixo com traços de desenhos orgânicos para delimitar a calçada e muito jardim antes de chegar à porta de entrada da casa. Sentir o perfume das flores, apreciar o banho do sol da manhã enchendo de vida o verde, sentar-me no banco de madeira cuidadosamente posicionado debaixo de uma árvore e de preferência, paisagismo assinado por Burle Marx. Ser informada pela governanta bem baixinho que o chá já ia ser servido e entrar bem devagar para dentro de casa, segurando o vestido que torneava o corpo de uma maneira muito elegante e refinada. Sentar-me à mesa e tomar o famoso chá das cinco em porcelanas pintadas e importadas pelos navios, tudo sem pressa.
Mas queria ser antenada. Nada de bobinha. Queria saber sobre as estrelas do cinema, dos desfiles de Paris, conversar com os homens sobre a recuperação da crise de 29, sobre Hitler e Getúlio Vargas. Divertir-me com Charles Chaplin. Acompanhar a vanguarda das artes pós movimento da Semana de Arte e receber em minha casa artistas, intelectuais e gente de vanguarda. Uma autêntica romântica lançadora de tendências.
Voltando para o ano de 2010, identifico muito meu espaço com elementos de época, misturo com peças atuais, realçando um estilo vamos dizer assim, eclético contemporâneo. Não importa. A Casinha tem minha personalidade e minha maneira de interpretar o meu jeito de morar. Assim como acontece nas artes. Cabe a interpretação, a sensibilidade de cada um para entender uma obra.
Sento-me hoje em um banco de madeira original, creio eu, da década de 70 ou 80. Lembra um banco do colegial. È emprestado e já passou por todas as casas aqui da minha vizinhança. Tem história para dialogar. Combina comigo, com meu dia a dia e minhas referências. Dentro da sala, vira-se de frente para a árvore grande e recebe os convidados em dia de casa cheia. Sento-me nele para ler as notícias do dia e às vezes, nem sento. Só aprecio. Preenchi seu espaço com almofadas coloridas e ele está esperando sua companhia: o sofá. Logo logo ele chega e vou ter mais um pedacinho pra mostrar e inventar uma história para contar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A FELICIDADE MORA AQUI

No seminário que aconteceu semana passada em São Paulo “A Felicidade mora aqui”, designers, arquitetos, jornalistas e filósofos reuniram-se para discutir sobre o tema. Lendo sobre as reportagens, percebi que o grande conceito atual é fazer de nossas casas um “lar”, ocupar os espaços com personalidade, resgatar memórias afetivas, lembranças, heranças que permitem dar asas à imaginação. Devemos experimentar e aliar o bom gosto à dinâmica do espaço, criar, recriar e fazer novos usos.
O conceito de casa moderna permite objetos de design, reaproveitamento de móveis, ajuda de um profissional da área já que muitas vezes as pessoas sabem o que querem e não sabem como imprimir as idéias para a criação do ambiente. E o mais importante: ter intuição. Seguir nossos sentimentos nessas misturas faz com que a casa se torne um refúgio gostoso de estar, confortável, aconchegante e feliz!
Acho muito mais gratificante escutar de meus amigos, familiares e pessoas queridas que frequentam minha casa, que eles se sentem muito bem por estar aqui comigo, compartilhando momentos deliciosos, do que recebendo elogios pela decoração. Mesmo porque, minha obra está inacabada. É mais realizador pra mim, a ambientação e construção de espaços gostosos de estar. Estamos em processo de construção dos espaços e acho uma delícia vibrar com cada pedacinho novo, cada móvel, garimpar cada peça ou até mesmo acompanhar diariamente a evolução e crescimento de minhas plantinhas. Isso pra mim é uma terapia confortável. Permitir-se um tempo para acompanhar a evolução do crescimento de uma planta desde o plantio até o desabrochar de uma flor, é um luxo simples.

Olho para as pessoas nas ruas e percebo que nos dias atuais, todos adoram dizer que não tem tempo para nada. Acatam isso como glamour! O estresse cotidiano, os aparelhos eletrônicos, o falatório ao celular andando de um lado para o outro, tira a atenção das coisas simples da vida. A todo o momento todos querem checar seus emails, o imediatismo tomou conta do mundo. Todos estão apressados e tudo tem que ser rápido. Não há o que esperar.
Não quero ser engolida e estou tentando (e conseguindo!) perceber meu espaço, minha rotina, minha vida, encantar-me pelo simples, vibrar com o nascimento das flores, perceber o trabalho das abelhas e dos pássaros na luta pela sobrevivência. Estou prestando mais atenção em mim e na pessoa que está comigo que me encanta e que todo dia e a todo o momento me rouba uma risada com suas trapalhadas e faz da minha vida mais colorida. Isso sim é glamour! É o que me faz feliz.




sábado, 2 de outubro de 2010

BAÚ DA FELICIDADE

Era o ano de 1981 e eu tímida como era (e sou!) cheguei meio desconfiada na varanda. Morrendo de medo de alguém me ver e pior, vir falar comigo, espiei só de longe. E vi vindo lá de cima, do alto da rua onde morávamos, um buzinaço com muitos balões, muita gente e muita festa. Um barulho só. Meu pai desceu as escadas apressado, minha mãe não continha-se de tanta felicidade e minha irmã, já nem sei mais o que fazia. Chamando e acenando para todas nós irmos lá pra baixo de encontro com o acontecimento, papai foi abraçado e aclamado por toda a vizinhança como se ele fosse um herói. E foi mesmo, só que essa é uma outra história.
Depois da carreata percorrer por todas as ruas do bairro, lá estávamos nós reunidos ao redor de todas as pessoas do quarteirão, quem sabe do bairro inteiro, ouvindo o locutor falando bem alto ao microfone. Tentei até me esconder atrás de minha mãe, mas não teve jeito. A festa era para todos nós mesmos. Não dava pra acreditar: meu pai havia sido sorteado no Baú da Felicidade, aquele do Silvio Santos e o prêmio era o maior e o melhor daquela época: uma Brasília verde oliva que cintilava nos olhos de meu pai. Parecia inacreditável. E claro que entramos e fomos dar o primeiro de muitos passeios e aventuras dentro da Brasília. Quantas histórias.
Lembro bem que em todos os lugares que íamos, as pessoas que já sabiam do tal acontecimento, acenava para nós. Acho que já vivi meus 15 minutos de fama. Eu e minha irmã éramos as “Meninas do Benoni” que havia sido premiado com uma Brasília. E quem não sabia desse episódio, meu pai contava o evento com muito orgulho. Foi divertido.
Mesmo após a perda de meu pai, a Brasília continuava lá em casa. Minha mãe fazia questão de permanecer com ela. Até que um dia, meu tio acidentou-se e tivemos que desfazer do bem. O conserto ficaria muito caro, não tínhamos dinheiro, mas sim, outras prioridades. A coitadinha não tinha seguro de vida.
Sortudo, meu pai ganhou também uma televisão. Foi em um sorteio de natal. Cara de sorte. Achei um luxo ter uma televisão de 14” no quarto! Nunca teve um defeito e hoje ela está aqui na Casinha. Funcionando muito bem!
Eu, pra não falar que nunca ganhei nada em sorteio, fui premiada no ano passado com 02 quadros, quer dizer, quadrinhos, mas pode ter certeza que fazem toda diferença aqui em casa! Curto tudo o que tenho e tento fazer dessas pequenas coisas, motivos para muita alegria. Eles são um charme e emprestam seu colorido em meu quarto e no lavabo. São irmãos gêmeos, mas não univitelinos. Por isso estão separados. Mas como nada é para sempre, daqui a pouco, mudo o lay out!


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CHUVA MANSA

Cresci ouvindo meu pai analisando o tempo. Como ele nasceu em um povoado denominado Japão Grande, aqui no interior de Minas, herdou de meus avós a capacidade de fazer previsões meteorológicas a partir dos sinais da natureza que na maioria das vezes, era certeiro ( uma média de 98% de acerto!). Acho que os meteorologistas de hoje deveriam consultar os conterrâneos de meu pai lá no Japão para palpitarem mais nas previsões. Estou desde o último domingo esperando a tal chuva de granizo. Montamos todo um aparato aqui em casa: levei parte das minhas plantinhas para debaixo da cobertura com medo dessa tal chuva destruir meus beijinhos. E continuam lá protegidas. E confesso que tá muito difícil circular entre elas (o lay out não tá bom!) e sinto um vazio estranho que ficou no lugar costumeiro. Vou esperar só até hoje. Última chance.
Mas o que realmente valeu a pena foi curtir a chuvinha mansa que chegou. Muito esperada! Ela trouxe o alimento que meu pé de ora-pro-nobis precisava e até “ressuscitou’ uma muda de bambu recém replantada que tava muchinha, murchinha! Santa chuva.
Resolvi abrir a janela de meu quarto pra curtir e agradecer. Vi a árvore grande balançar de um lado para o outro, orquestrando uma melodia deliciosa que há muito não ouvia. Tive uma visão gostosa da primavera que chegou, do cheiro da terra e promessa de dias quentes que virão. O cenário agora já é outro. Que bom!

domingo, 26 de setembro de 2010

PODE ENTRAR!


Entrar significa participar junto de mim (sonhos de uma arquiteta) da montagem e concepção de espaços, que vão resgatar minhas memórias, minhas raízes e meu jeito de morar.
Do começo
Houve um rompimento de barreiras e o inesperado aconteceu. Um casamento marcado e o desejo de realização de um primeiro sonho. O cenário já estava armado: um lugar lúdico, com respiro da natureza no meio das montanhas de Minas. Por si só, já era lindo e pra compor o ambiente ao entardecer, várias lanternas coloridas para dar charme e poesia. Mas lá no meu íntimo, eu sabia, sentia, que tinha mais vontade do que realidade. No meio de muitos NÃO, a resposta do SIM que eu esperava apareceu, totalmente sem querer na minha frente: uma casinha com meu jeito, meu estilo no meio de tantos aptos sem charme. Por uma insistência minha,apesar de temer o inesperado, tive que ser rápida para decidir. Não podemos ter tudo nessa vida, não é mesmo? Amargurando uma angústia, que só eu tinha que dar conta, tive carta branca do meu namorido para tomar as decisões (acho que ele ficou tonto no meio do caminho!)e ele ficou de mãos dadas comigo. Esse tal SIM, que imaginava ser no altar, aconteceu no altar de meu reino. E rezei durante alguns poucos meses para ter tomado a decisão certa. Pai, me perdoe essa insegurança.
Enxerguei o que ninguém via. Movida por minhas próprias emoções, mergulhei em um mundo meu, um universo particular para tentar entender minhas razões e respostas para tantos acontecimentos.
A virada do ano de 2010,  marcou o início de uma nova jornada. Chorei, ri, camuflei meu desespero para me mostrar forte, mas na verdade o medo era meu maior inimigo. E minha vontade, meu sonho, minhas maiores aliadas. Preferi e me apoiei no segundo.
A Casinha nasceu assim, dessa multiplicidade de sentimentos e desejos, razões para fazer desse mundinho meu, minha verdade, minha vida e minha felicidade.
Seja bem vindo!

domingo, 19 de setembro de 2010

PROCURA-SE DESESPERADAMENTE!


Um quarto de inverno procura uma bergère desesperadamente!
Tenho a felicidade de ter um quarto grande, com 24m² de assoalho de peroba. Um luxo para os dias atuais. Confesso que fiquei realmente inebriada quando o vi pela primeira vez e o encantamento foi um somatório da riqueza de detalhes de toda a arquitetura da Casinha. A janela também em peroba, abre-se para uma árvore frondosa que sempre anuncia a chegada do frio e dos ventos dominantes. Para o verão e para a contemplação é de fato, uma boa vizinha.
Minha inspiração para a decoração desse espaço já bem desenhado e com elementos permissivos, veio da junção de móveis adquiridos ao longo da vida e pela mistura de outras peças que sempre rondaram meus sonhos. Uma delas em especial é a mesa lateral com ar Vintage com pés palito. Ela imprime no tampo, uma parte do mapa de Paris que contempla a Torre Eiffel. Posso dizer categoricamente que é muito especial para mim. A felicidade mora nos detalhes, na junção de multiplicidades das memórias, das riquezas culturais e em tudo aquilo que realmente nos alegra em cada momento do dia a dia. Entendo que há muitas maneiras de amar a casa e vida, basta nos permitir.
Com tanto lugar ainda que tenho nesse generoso espaço, (nunca me esqueço que o vazio também é extremamente importante) quero muito, imensamente, uma bergère! Essa também é uma peça que me encanta, que vai me acolher nos momentos de repouso, de leitura e quem sabe, em um futuro próximo, acolher outro personagem dessa história. E quero muito que ela venha carregada de uma história para contar.


sábado, 18 de setembro de 2010

SHAKIRA, JUDITE E ?

Como toda criança, tive um pintinho em casa. Aos domingos, adorava ira à feira livre com meu pai, pois era  ali, quase sempre, o lugar onde o inusitado acontecia. Não era difícil convencê-lo que o meu desejo ali na hora, era essencial para minha alegria dominical. Generoso como ele era, quase sempre tornava meu sonho realidade! Um desses “presentinhos” foi um pintinho. Lembro bem que ele até tentou me convencer que aquele bichinho amarelinho ia crescer e que o seu fim seria na panela. Resisti a seu posicionamento e alimentada por uma ilusão, não me deixei ser vencida. E lá estava eu em casa com meu pintinho e o aborrecimento de minha mãe. Longe de seus “irmãozinhos” e sozinho em sua nova casa, no início, ele não conseguiu se adaptar muito bem não. Até tentei ser bem legalzinha com ele alimentando-o com milho e uma ração que meu pai tinha comprado e lembro bem que saciado, ele até gostou. O bom é que lá em casa tinha no quintal, uma horta bem grande onde meu pai plantava alface, couve, tomate, quiabo, chuchu e cheiro verde. O pintinho fez desse espaço, seu lar. Até que um dia ele cresceu, virou um frango e eu com medo dele ser levado pra panela, tentei encontrar solução. E foi meu pai que chegou uma noite com a decisão: iríamos levá-lo para a casa de um tio meu onde lá havia inúmeros “parentes” de sua espécie. Achei ótimo! Nesse dia me senti convencida e deu o braço a torcer que meu pai, desde o início, tinha tava coberto de razão. Coisas da infância.
Hoje em minha Casinha, inicio minha coleção de galinhas. A primeira a chegar, quem trouxe foi a querida D. Ondina, que é uma puxa-saco. Não que a D. Ondina seja puxa- saco, é a galinha que é! Aliás, retiro o que eu disse, ela é muito puxa-saco de meu namorido sim! Nesse caso, é a D. Ondina. A Shakira, faz muito bem a função de puxa-saco da casa. Ela tá lá no meu quintalzinho dando graça e cor nesse espaço gostoso de estar. Contribui e muito com sua beleza e função. A outra, que chegou há pouco tempo, é a Judite. Linda! Veio direto de Bichinho para o mundo! É ela que faz as honras da casa e permite acesso da cozinha para o tal quintalzinho. De vez em quando, coloco-a em cima da minha mesa de jacarandá para que eu possa admirá-la ainda mais. Ela é outra que também não contribui apenas com a beleza. A recém chegada é a ?. Ainda não tem nome. Ela foi adquirida essa semana em um tour por São Paulo. Veio direto do Jardim América... já sei! Clô!!!!