quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CHUVA MANSA

Cresci ouvindo meu pai analisando o tempo. Como ele nasceu em um povoado denominado Japão Grande, aqui no interior de Minas, herdou de meus avós a capacidade de fazer previsões meteorológicas a partir dos sinais da natureza que na maioria das vezes, era certeiro ( uma média de 98% de acerto!). Acho que os meteorologistas de hoje deveriam consultar os conterrâneos de meu pai lá no Japão para palpitarem mais nas previsões. Estou desde o último domingo esperando a tal chuva de granizo. Montamos todo um aparato aqui em casa: levei parte das minhas plantinhas para debaixo da cobertura com medo dessa tal chuva destruir meus beijinhos. E continuam lá protegidas. E confesso que tá muito difícil circular entre elas (o lay out não tá bom!) e sinto um vazio estranho que ficou no lugar costumeiro. Vou esperar só até hoje. Última chance.
Mas o que realmente valeu a pena foi curtir a chuvinha mansa que chegou. Muito esperada! Ela trouxe o alimento que meu pé de ora-pro-nobis precisava e até “ressuscitou’ uma muda de bambu recém replantada que tava muchinha, murchinha! Santa chuva.
Resolvi abrir a janela de meu quarto pra curtir e agradecer. Vi a árvore grande balançar de um lado para o outro, orquestrando uma melodia deliciosa que há muito não ouvia. Tive uma visão gostosa da primavera que chegou, do cheiro da terra e promessa de dias quentes que virão. O cenário agora já é outro. Que bom!

Um comentário:

danilobessone disse...

Oi querida! Suas histórias são lindas e é por isso que eu te amo tanto!