segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A FELICIDADE MORA AQUI

No seminário que aconteceu semana passada em São Paulo “A Felicidade mora aqui”, designers, arquitetos, jornalistas e filósofos reuniram-se para discutir sobre o tema. Lendo sobre as reportagens, percebi que o grande conceito atual é fazer de nossas casas um “lar”, ocupar os espaços com personalidade, resgatar memórias afetivas, lembranças, heranças que permitem dar asas à imaginação. Devemos experimentar e aliar o bom gosto à dinâmica do espaço, criar, recriar e fazer novos usos.
O conceito de casa moderna permite objetos de design, reaproveitamento de móveis, ajuda de um profissional da área já que muitas vezes as pessoas sabem o que querem e não sabem como imprimir as idéias para a criação do ambiente. E o mais importante: ter intuição. Seguir nossos sentimentos nessas misturas faz com que a casa se torne um refúgio gostoso de estar, confortável, aconchegante e feliz!
Acho muito mais gratificante escutar de meus amigos, familiares e pessoas queridas que frequentam minha casa, que eles se sentem muito bem por estar aqui comigo, compartilhando momentos deliciosos, do que recebendo elogios pela decoração. Mesmo porque, minha obra está inacabada. É mais realizador pra mim, a ambientação e construção de espaços gostosos de estar. Estamos em processo de construção dos espaços e acho uma delícia vibrar com cada pedacinho novo, cada móvel, garimpar cada peça ou até mesmo acompanhar diariamente a evolução e crescimento de minhas plantinhas. Isso pra mim é uma terapia confortável. Permitir-se um tempo para acompanhar a evolução do crescimento de uma planta desde o plantio até o desabrochar de uma flor, é um luxo simples.

Olho para as pessoas nas ruas e percebo que nos dias atuais, todos adoram dizer que não tem tempo para nada. Acatam isso como glamour! O estresse cotidiano, os aparelhos eletrônicos, o falatório ao celular andando de um lado para o outro, tira a atenção das coisas simples da vida. A todo o momento todos querem checar seus emails, o imediatismo tomou conta do mundo. Todos estão apressados e tudo tem que ser rápido. Não há o que esperar.
Não quero ser engolida e estou tentando (e conseguindo!) perceber meu espaço, minha rotina, minha vida, encantar-me pelo simples, vibrar com o nascimento das flores, perceber o trabalho das abelhas e dos pássaros na luta pela sobrevivência. Estou prestando mais atenção em mim e na pessoa que está comigo que me encanta e que todo dia e a todo o momento me rouba uma risada com suas trapalhadas e faz da minha vida mais colorida. Isso sim é glamour! É o que me faz feliz.




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