sábado, 16 de outubro de 2010

VIDA EMPRESTADA

O banco de madeira com ar de colegial foi o primeiro que chegou. Aliás, ele nunca saiu daqui, é emprestado do Bernardo, proprietário desse mundinho.
O tapete, veio em sequência e é emprestado da minha sócia Patrícia. Com esses dois elementos já pode dizer que se configura uma sala. Sala não, melhor lounge, assim dá pra dançar!
A mala que faz a vez de mesa central peguei emprestada com meu pai. Juro que ele me emprestou! Fui eu mesma que psicografei a mensagem.
O sofá acabou de chegar: peguei emprestado com minha mãe, mas as almofadas são minhas, comprei.
Agora minha criatividade peguei emprestada comigo mesma, mas minha sensibilidade é de meu pai e já minha braveza é de minha mãe.
Os traços de meu rosto são emprestados de meu pai, a genética do meu corpo é herdado de minha mãe.
Minha determinação é emprestada de meu pai e já minha coragem em enfrentar a vida, é de minha mãe. A ansiedade com certeza é de meu pai, mas ainda não consegui pegar emprestado dele tamanha simplicidade e generosidade.
De minha mãe peguei emprestado também a impaciência, mas meu pai me emprestou o comprometimento e determinação.
Meu humor é de meu pai e minha firmeza é  emprestada de minha mãe. A ansiedade é emprestada de meu pai e já a vaidade não consegui pegar emprestada de minha mãe.
Agora minha TPM é emprestada de meus hormônios.
Minha tolerância e delicadeza tento pegar emprestados de minha irmã e a doçura ás vezes consigo só um pouquinho da Bruninha. E a atitude é com certeza da Brendinha!
Da amiga Simone, peguei emprestada a vontade de viver a vida e da amiga Renata peguei emprestado a alegria (muita alegria!) e a compreensão. Da querida Camilinha pego emprestado o encantamento pelo simples e do amigo João, ele me empresta os olhos pra enxergar a vida do lado do avesso.
Da amiga Fernanda, peguei emprestada a vontade de escrever um texto com sensibilidade e verdade, desde Milho Verde; e da amiga Chris e da prima Elaine peguei emprestado a vontade de lidar com o trabalho com bravura. E da amiga Alessandra, pego emprestado uma pausa para o sono.
Da Patrícia, a mesma do tapete, tento pegar emprestado a maneira de tentar enxergar a vida de um ângulo mais fácil e mais doce.
Da vida, peguei emprestada a dureza, a intolerância, a incompreensão,a perda, a falta de razão e insensatez. Mas também peguei emprestados a poesia, o sonho, a liberdade, a verdade, a coragem,o perdão e muita esperança.
Do amor Danilo, pego emprestado o lado bom da vida, mas também não consegui pegar emprestado tamanha generosidade e juntos emprestamos uma ao outro a felicidade!

2 comentários:

[ sibelle ] disse...

Aqui do sul, num dia nublado... saio navegando e conheço teu blog! Adorei as palavras... Doce, como tantas coisas boas que há em Minas! Abraço!

Duas Arquitetas disse...

lindo texto! da zi, eu herdo sempre a certeza, a confiança de está certo, de que é o melhor caminho...