terça-feira, 9 de novembro de 2010

A VIDA ATÉ PARECE UMA FESTA

Já percebi que tenho muita imaginação. Em vários momentos não sei se algum fato ou um pedacinho da minha vida foi um sonho ou realmente aconteceu. Às vezes me deparo com meus pensamentos e minhas memórias e tento resgatar algum fato do passado. Pode ser passado recente ou distante. Chego até a sentir saudade de uma época, momentos que na verdade nem vivi. Às vezes tenho tanta vontade que um desejo se realize que me confundo com a realidade. Já aconteceu de sonhar com um fato e depois ele se realizar. Sonho mesmo, aquele da hora do sono. Acredito que a energia de vez em quando resolve conspirar a favor. Temos que aproveitar. Realidade e sonho são próximos pra mim. É estranho assim.
É mais ou menos assim que aconteceu com a Casinha. Eu já estive aqui nesse jardim. Eu já cuidei dessas flores, já curti o sol da manhã no quintalzinho com uma xícara de café admirando e conferindo a evolução das minhas plantinhas. A alvura das roupas de cama já foi trocada na minha imaginação e o arranjo de gérberas e astromélias já emprestaram o colorido necessário nesse espaço de dormir. Da cozinha, os aromas já se misturaram com a vontade de reunir e promover encontros ao redor de uma mesa com um delicioso papo que não dá vontade que acabe nunca. O silêncio já foi interrompido com a melodia do vento batendo na copa da árvore grande. E já morri de rir quando a taça com vinho tinto incrivelmente se desprendeu de minhas mãos e achei aquilo tudo só uma bobajinha. Algumas coisas aconteceram dentro do que sonhei e outras superaram as expectativas. Meu pensamento voa além do esperado. E incrivelmente o inesperado acontece.
Há um tempo me deparei com um ponto final. Lidar com as mudanças exige muito do autoconhecimento. Resgatei em mim, minha verdadeira origem para responder aos meus próprios questionamentos. Há uma diferença muito grande entre o que realmente somos, o que as pessoas acham sobre nós e o que gostaríamos de ser. Acho agora que antes desse ponto final há uma vírgula que agora entendo como uma pausa. Uma pausa para pensar e para fazer desse encontro com a vida, uma festa no meu coração.
 A simplicidade do encontro é que faz a vida da gente mais feliz. O encontro da Zi com o Danilo, o nosso encontro com a Casinha. O encontro da Zi com seu novo mundo. O encontro dos amigos que chegam e ficam a vontade. O encontro dos amigos de meus amigos comigo e com minha vidinha. São todos bem vindos! Nem eu tenho vontade de ir embora lá pra cima no meu quarto e fechar a porta... quero continuar contar uma história debaixo do meu brinco de princesa e não quero que essa história acabe nunca. Quero sentar nesse banco de madeira e ver de longe, lá na sala as outras pessoas que lá estão promovendo esse encontro. Gosto da casa cheia, gosto muito dos fins de semana. Gostei muito desse último.

Nenhum comentário: