sexta-feira, 29 de abril de 2011

MÓBILE



" Sentir primeiro, pensar depois...
  perdoar primeiro, julgar depois...
  amar primeiro, educar depois...
  esquecer primeiro, aprender depois..."
                
                ( Mário Quintana)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

EU SOU VOCÊ

Eu sou aquela pessoa que desenha o espaço para outras pessoas habitarem. Eu sou aquela que invade a casa dos outros e invado tanto a intimidade até descobrir se o banho terá 02 chuveiros ou não. Costumam fazer reuniões durante o banho? Pergunto. Entrevistando e questionando busco o máximo de referências com a meta de atingir o alvo. Descobrir o outro. Desafio dessa profissão linda de desenhar sonhos, projetar realidades. Sou um pouquinho de cada cliente. Cada um com seu credo, cada um com sua vontade, cada um com sua ansiedade. Sou um pouco do cliente legal, do ansioso, do divertido, do prático, do objetivo e do sonhador. Adoro essa última opção!

Eu sou aquela menina que cresceu vendo o pai ligar o ventilador para dormir. Eu entendi que o barulho do ventilador abafava os demais... e com isso consigo concentrar no meu sono. Mesmo quando parece que vai levantar voo, sinto como uma canção de ninar. E carrego a mesma mania da minha mãe de guardar o controle remoto debaixo do travesseiro... vez ou outra minha camisola o faz companhia.

E sou aquela que esbraveja quando me sinto ameaçada e depois percebo que não precisava. Em uma situação de perigo, enfrento. Às vezes, a vontade é de fugir. Mas não poderia... As mulheres dessa minha família são assim: necessitam de honrar uma defesa que a força dos braços não tem e descobrem outros mecanismos nessa luta pela vida. Eu sou um pouco dessa coragem de minha mãe.

Sou também a que aprendeu a comer de tudo e não permitir o desperdício. Acho pecado jogar comida no lixo. Meu pai já falou disso comigo e desde pequena não era permitido deixar nenhum grãozinho no prato. E isso eu aprendi direitinho, não tenham dúvidas! Gosto do meu paladar! Haja apetite!

E tenho uma mesma mania ansiosa de meu pai com os horários. E o mesmo comprometimento com o trabalho. Como meu pai, sou aquela que acorda pela manhã e liga o rádio para ouvir as primeiras notícias e é a mesma estação de rádio que ele ouvia. Cresci ouvindo na rádio um barulhinho de alerta a cada 15 minutos anunciando a hora exata. Era o meu timer da manhã antes do colégio. É o meu timer da manhã antes do trabalho.

Sou também a que busca ser justa e entender que o outro é diferente de mim. E nesse outro encontro dificuldades diferentes das minhas e aprendo que é necessário aceitar para conviver. Minha amiga Simone é assim: leal e justa. Ela percebe minhas dificuldades e aceita. E é com ela que também aprendi que se eu continuar a pentear meus cabelos com essa força toda que tenho, nunca terei cabelos sedosos como os dela.

Na minha memória afetiva vejo um pai simples. Naturalmente simples. Com hábitos, cotidiano simples. Na minha vida atual de casada tenho um marido assim: despertou em mim essa bagagem escondida em apreciar o simples. E eu sou como o Danilo: busco em minhas raízes minha identidade e percebo que ela se revela na simplicidade da vida e isso traduz em nosso LAR.

Aprendendo sempre com o outro, sou aquela que segura uma garrafa de água vazia na mão até encontrar o local ideal de despejo, aquela que dá passagem no trânsito, aquela que presta gentileza e diz por favor, e muito obrigada. Sou um pouco daquela moça atrás do balcão que faz o check-in com os cabelos bem penteados para trás e uma camada de rímel que dói para remover. Sonhei com isso um dia: ser chique e independente com elas! Sou como a atendente do balcão da doceria que com certeza fica enlouquecida com tanta guloseima. Sou os trejeitos desse povo que ri que chora e se enlouquece com as emoções. Sentimentos variados do dia a dia que o outro, o cotidiano desperta em nós. Sou a irritação do telemarketing e o choro de uma lágrima só que a televisão sensacionalista faz questão de mostrar em suas reportagens. Sou aquela entonação de quem vai dar notícia ruim. Sou uma pausa. Sou aquilo que nem vivi, mas que imaginei. Sou aquela que parada no trânsito morre de rir sozinha quando lembra de um fato engraçado. Sou aquela moça da risada alta, solta e larga quando me sinto liberta. Nesse caso, sou um pouco Fafá de Belém!

Sinto-me um pouco vovozinha quando queria ter nascido em 1940 e ter sido rica. Claro! Queria ter morado naqueles casarões com jardins imensos e de arquitetura Art Déco. Explicação dada a essa paixão pelo vintage, pelo retrô. Eu sou a moça da capa da revista antiga no melhor estilo Pop Art.

Sou um pouco da minha amiga Renata com um radar que capta todos os sentidos do outro, sabe interpretar uma situação e pega emprestada aquilo que temos de bom. Mostra as qualidades e não fica julgando as deficiências. Trocamos receitas, figurinhas, jeitos gostosos de arrumar a casa e deixá-la a cada dia com um ar especial. Sempre tem coisa nova... tem que prestar atenção para não perder nenhum detalhe! Visitem nossas casas!

Sou um pouco dessas minhas amigas seguidoras da blogosfera que a cada dia escrevem palavras simples pra mim, porém verdadeiras. Sou como elas: um pouco bordadeiras, crochêteiras, artesãs, doceiras, cozinheiras, decoradoras, inspiradoras, amigas da moda, da beleza, da saúde e do bem estar.

Sou a que começou a escrever um blog motivado por um mergulho nas minhas memórias, com o desafio de resgatar minha história durante o processo de montagem e concepção dos espaços de minha casa, daquilo que chamo de LAR.

Eu sou esse corpo com características físicas e genéticas de meus pais. Mas sou uma pessoa em formação, pegando emprestado um pouquinho de cada um que frequenta minha vida, das pessoas conhecidas e desconhecidas, das que existem e das que imaginei; fazendo de mim constantemente, um ser como você.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

UM PÉ DE QUÊ?

De alecrim. Um presente lindo que ganhei da querida Ondina. Nasceu pequenino, apenas de um dos ramos que adornavam o Senhor Morto na Semana Santa. Acompanhado em prece na procissão, percorreu entre vozes e orações, ruas estreitas da cidade natal de meu pai. Abençoado, veio aqui para Casinha. Ele garante perfume no meu jardim. Adorna e perfuma a preparação dos pratos servidos para todos que chegam. Podem vim! Essa casa é abençoada!


domingo, 17 de abril de 2011

?

A Casinha vai ganhar uma surpresinha.... aguardem mês que vem!

OUTRO SELINHO

Meninas! esse selinho ganhei faz tempo da Flavinha e quero fazer uma pagina s'o com eles... algu'em sabe como fazer isso?
Obrigada Flavinha querida! http://www.casinhabonitinha.blogspot.com/

SELINHO

Obrigada querida  Angela  www.artemanianossa.blogspot.com/   pelo carinho!
um beijo carinhoso Zí



Adoro tantos blogs e mais ainda, muitas amigas queridas... mas vou indicar no uni-duni-tê!

www.madamemorgana.blogspot.com Carol
http://evasabbado.blogspot.com/   Eva
http://casadepipa.blogspot.com/  Pipa
http://www.reciclaredecorar.blogspot.com/ Fabiana
http://www.casacomtudodentro.blogspot.com/ Camila

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CARDÁPIO PERMANENTE

E chegou direto de Buenos Aires, trazido pela querida amiga Renata, o cardápio que permanecerá na minha cozinha e para sempre no meu coração suas lindas palavras... obrigada amiga!

terça-feira, 12 de abril de 2011

BIERCOOL

Tem um texto divertido da Casinha no blog  http://www.biercool.blogspot.com/
E aproveitem para aprender mais sobre as cervejas do mundo!
Passem lá para conferir!

domingo, 10 de abril de 2011

REGISTRO DE UM ANIVERSÁRIO

Aconteceu aqui no quintal da Casinha um almoço em comemoração do meu aniverário. Poucas pessoas, porém todas muito queridas! Uma tarde feliz!



sexta-feira, 8 de abril de 2011

8 DE ABRIL

de 1975. Hoje inicia um novo ano para mim. Quero muito aprender com a minha idade e aperfeiçoar minha maturidade. Aprender com a vida e saber enfrentar com cabeça erguida novos desafios. Sinto que o tempo passou e vejo em meu rosto marcas dessa tragetória.
Quero sorrir mais, promover mais o bem comum e ser muito mais feliz!
Hoje tem festa na minha vida, na minha casinha e no meu coração!