domingo, 29 de janeiro de 2012

DOMINGO

Flores do campo para encerrar esse domingo chuvoso que molhou meu jardim e trouxe o arco-íris!

sábado, 28 de janeiro de 2012

VIDA PATÉTICA

Nessa semana fiquei bipolar. Teve dia que enxerguei o céu azul, apreciei a natureza como de costume e achei uma delícia tudo o que preparei na cozinha. Em poucos minutos, senti uma louca tempestada dentro de mim, enfrentei as pessoas de modo irracional e olhei no espelho e me achei ridícula.

Nessa semana mudei de manequim. Experimentei uma calça tamanho 38 e não me serviu. Pedi a de número 40 e também não entrou. Recusei  experimentar a de número 42. Sai correndo da loja, obviamente deprimida, morrendo de vontade de comer mais ou menos dez cajuzinhos de uma vez só. Esse é de fato meu doce predileto, cheguei na Boca do Forno e não tinha mais nenhum. Fiquei feliz, pois esse era meu dia de sorte. Caco Antibes, festa sem cajuzinho, não é festa!

Nessa semana dormi com fome. Levantei de madrugada e ataquei a geladeira. Nessa semana, terminei de almoçar e ouvi barulhos esquisitos vindos do meu estômago. Era fome.
Nessa semana, durante uma busca por mobiliário no Ponteio, fiz uma pausa na Fany e comi a explendorosa torta de chocolate. Ganhei meu dia! Saí de lá tão feliz que até dei passagem no trânsito para um motorista de táxi.

Nessa semana, minhas olheiras gritaram. Passei creme corretivo e não resolveu. Passei base por cima. Não satisfeita, entupi de pó compacto. Decidi naquele momento, que deveria procurar um cirurgião plástico. No mesmo instante lembrei que meu dermatologista falou que meu caso não tinha solução. Lembrança cruel. Olhei para mim e vi que haviam vários pontos de cor bonina- acinzentado espalhados pelo meu corpo. Novamente me olhei no espelho e perguntei: Quem é essa gorda, feia e cheia de hematomas que habita o meu eu??? Só mais um detalhe: e muito chata!

Nessa semana fui ao cabeleireiro e pintei meu cabelo. Estava parecendo uma vovozinha.

Nessa semana briguei com o pintor na obra de um cliente. Ele, muito palpiteiro e eu muito mandona. Cheguei em casa e também tinha um pintor: bahiano, folgado e igualmente palpiteiro. Não deu certo, claro. Cheguei à conclusão, nessa semana, que estou com birra de pintor.

Nessa semana, chorei por causa dos desastres na tv. Chorei porque estava me sentindo cansada, impaciente, detestando tudo à minha volta. Chorei porque minha passadeira me contou uma história triste sobre perdas. Depois chorei em agradecimento pela saúde que tenho. Chorei porque tudo que tenho é valioso e sou feliz. Choro alegre e triste, feio e bonito. Chorei também porque tenho medo do futuro e tudo é muito incerto. A melancolia tomou conta de mim e tive pensamentos obscuros. 

Nessa semana, a garota do tempo do Jornal Nacional, anunciou a tal zona de convergência do Atlântico Sul e pude ter a lucidez que era isso que estava acontecendo comigo, popularmente conhecida como TPM.
Sinto que passei por coisas terríveis em minha vida nessa semana. E hoje acordei e percebi que algumas de fato aconteceram.

domingo, 22 de janeiro de 2012

LÁPIS VERMELHO

E começaram as liquidações! Que delícia entrar na loja favorita e ver lá, dependurado no cabide, aquele vestido tão sonhado ou aquela bolsa, sapato, blusa, calça, acessório ainda não visto, mas igualmente apartir daquele momento, idealizado. E tudo pela metade do preço.

Aprendi a esperar as liquidações para comprar roupas bem feitas, bem modeladas e bons tecidos em boas lojas. Aprendi também a misturar essas roupas com as de lojas de magazines, no melhor estilo HI-LO. Como dizem esses blogs de moda, é tendência misturar peça de grifes com outras "podrinhas". Engraçado esse termo.

Mas só tem um problema: detesto com todas as minhas forças experimentar roupa! E detesto cabine apertada com luz errada. Os lojistas cometem um erro gravíssimo de lay out em não valorizar esse espaço onde o cliente tem a oportunidade de vestir o que está lindo no cabide ou no manequim e valorizar no corpo que vai de quem de fato usufruir dessa ou daquela peça. Essa é a hora do test-dress! Lembrem-se: na loja, a roupa é sempre bem mais bonita. Em casa, ela perde um pouco do glamour.

Na minha visão, as cabines deveriam ser todas com um tamanho generoso, no mínimo, 1,60 x1,20cm, com espelho de corpo inteiro, levemente solto do piso e lâmpadas fluorescentes embutida por trás, fazendo a vez de sanca. Nunca, jamais, colocar uma luz quente como as incandescestes no teto, mais ou menos luz de meio- dia de cima para baixo realçando toda a celulite.O piso todo com carpete, claro! Não tem roupa que não fique linda assim, até os biquínis minúsculos sempre os de boa modelagem, ficam incríveis!

Mas o pior, que eu detesto com todas as minhas forças, essas agora vindas da mais profunda essência interior, são as vendedoras de falsidade -ideológica -sem -noção. Odeio essas que abrem a cortina quando eu ainda nem terminei de me vestir e já vão falando que está lindo. Quando percebo esse tipo, já vou logo perguntando o nome e avisando que caso eu precise de alguma coisa, chamarei pelo nome. Mas tem umas que nem assim, percebem que são inconvenientes. 
Detesto vendedora que insiste em ver todas as roupas que experimento. Lá de dentro eu aviso: não abra a cortina! Confesso que já deixei de comprar devido um ataque de irritação dessa ariana aqui! E quando junta com a TPM então, melhor nem ir às compras, mesmo porque o número do manequim muda pelo menos um número acima.

A minha maior felicidade é quando a cabine tem porta, com tranca, chave, cadeado! Só assim poderei experimentar tudo o que escolhi, sozinha, na minha cabine que se torna meu universo particular em meu dia de princesa!

domingo, 15 de janeiro de 2012

O TEMPO NÃO É INFINITO

E mais uma vez lembrei o que não posso esquecer: o tempo não é infinito. Minha amiga Simone, muito sábia, me disse isso nessa semana, misturado em uma frase que eleva os pensamentos. A frase por completa, essa eu esqueci e nem vou pegar o telefone e me informar, pois acabo de ficar meia hora falando sobre perdas com ela. Acho que ela nem iria me atender. Lá na casa dela tem identificador de chamadas. Simone querida, sei que falaria comigo duzentas vezes se fosse preciso.

Sonhos, tempo, perdas.

Mas o que fica é "deixar para depois", pode não acontecer. O tempo passa depressa. A vida. Essa nesse plano terrestre, tem início, meio e fim e nunca sabemos em qual estágio estamos. Está intimamente ligada a sonhos e de sonhos somos feitos. Sonhos que promevem uma realização prazeirosa, sonhos que elevam as vontades, os desejos impossíveis. E que delícia viver o impossível quando ele se torna possível. É um dos momentos em que vivemos essa tal felicidade. Essa que encontramos todos os dias quando acordamos e os braços e as pernas funcionam normalmente,quando o beija flor surge toda manhã em busca do alimento perfeito encontrado no brinco-de-princesa, quando comemos pão - de - queijo com café. Ela surge no abraço afetuoso que perdoa, no olhar que traz uma resposta e na palavra que encosta nas emoções.

E de perdas também somos feitos.
E com saudade, superamos.
E com sonhos, fazemos novos projetos.
E temos que viver hoje.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

PANTONE 2012

Olho para esse céu cinza que há dias habita as manhãs da nossa cidade e vejo nuvens que não parecem com as de algodão que tanto gostaria de ver. São nuvens cinzas, encharcadas e que em pouco tempo vão esguichar sabe-se lá o que. Espero que seja apenas chuva. Volto meu olhar para onde deveria estar, olho para o meu lar. Aqui, não vejo nada em tons de cinza, só tenho olhos para a cor favorita, o amarelo quindim. Li em algum lugar que a cor do ano de 2012 é o Chá Dançante. Só que eu confundi e espalhei para meio mundo que é o Tangerina Dançante!


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domingo, 8 de janeiro de 2012

NOVO ANO

Ganhei uma romã de presente. Reza a lenda que devemos separar três sementes para cada um dos três Reis Magos: Gaspar, Baltazar e Belchior; e em seguida fazer três pedidos e jogar três sementes para trás. As outras três sementes, guarde-as na carteira. E foi assim, determinada com meus pedidos, que segui os passos dessa fé alimentada nas orações.

Os meus Papais Nóeis foram guardados na noite de sexta - feira e a casinha vestiu-se de seus arranjos originais. Um novo ano, um novo recomeço. Novas expectativas e desafios. Novas alegrias e novos entusiamos. É tudo isso que me move: a vontade de viver novos dias com sabedoria e superação.
Fiz algumas promessas, escrevi em meus pensamentos vontades e desejos. Dessa lista, prometi para mim mesma tentar realizar alguns poucos. Melhor: todos que conseguir. Tentarei domar um pouco minha ansiedade ariana e viver um dia de cada vez.

E na celebração da eucaristia dominical, tive mais uma vez a certeza de uma fé que é o combustível da lida do dia a dia, do gosto pela vida e entendi que a ciência é explicável e matemática até chegar na dimensão do Mistério, depois desse ponto, resta-me a resignação e respeito por essa força inexplicável. É assim que celebro o início de um ano novo com a vontade de seguir em frente, seguindo essa Luz que ilumina meu caminho.