segunda-feira, 21 de maio de 2012

ÚLTIMA ESTAÇÃO: PARIS!



É sim a Cidade Luz! É uma cidade de charme, de romances, de arte e poesia. Paris enche os olhos, Paris veste-se de sonhos, permite fotografar os cenários perfeitos.
Chegamos na manhã do dia 26 de Abril, prometendo além de viver dias de puro encantamento, viver também um dia de chuva. O Hotel em Saint Germain, tipicamente parisiense, abriu suas portas para nos receber. O francês não é para mim uma língua fácil de falar, aliás nem um pouco! Mas gostoso de ouvir.

Percorri ruas ainda não visitadas, permiti um novo olhar naquilo já visto e enxerguei de outra maneira. Encantei-me pelos Jardins de Luxemburgo e as flores pontuando a nova estação. As tulipas abrem-se felizes para os visitantes, suas cores inebriam o olhar. Lembrei-me de fotografar cenários desconhecidos e vivi apaixonadamente a chuva fina que insistia em cair. Ela tem seu encanto e Woody Allen tem razão: Paris é muito charmosa com chuva.

Dentre todas as delícias, os famosos macarrons e o Croque Monsieur. E todas as noites a famosa sopa de cebola e apenas um dia, mas por duas vezes, um antes e outro depois da subida até o topo da Torre, o crepe de nutela, irresistível! Na última noite, um brinde com champanhe antes do menu completo em um desses bristrôs mais que charmosos, nas ruas de Saint Germain.

A visita até a Loja Merci marcou minha tragetória. Famosa por suas malinhas em cima de um carro antigo, localiza-se no descolado bairro Marrais, próximo da Place des Vosges. E foi lá que comprei meu tesouro da viagem: uma mala vintage! Não fui eu que a escolhi, tenho certeza que ela me escolheu. Combina comigo, com minha história e minhas memórias. Combina com a que tenho em casa e que faz a vez de mesa de centro. Agora tenho um par. Perfeito! Fiz pose na estação de metrô, mise-en-scéne! Claro que não iria perder uma chance dessa!

O sol brilhou no dia de visita à Torre. Um presente ver a cidade do alto e seu desenho. Ver o berço da Île de la Cité, ver os principais monumentos e todos seus atrativos. O vento forte permitiu enrrolar ao cachecol na cabeça e fantasiar-me de muçulmana. Diversão à parte e brilho nos olhos em um cenário de pura fantasia. A Torre é sim, muito perfeita!

Essa cidade desperta sentimentos controversos, emoções. Confesso que desperta até uma certa melancolia que mora em mim. A banheira cheia de espuma no hotel permitiu um choro que tinha notas de saudade. Saudade de casa. Talvez.

Enchi a mala vintage de presentes. Não faltou espaço para os mimos perfumados da Fragonard. E nem para tantos outros souvenirs para as pessoas queridas. Carreguei a mala também uma lista de lugares que ainda voltarei para visitar. Trouxe o cheiro da chuva caindo no Rio Sena, trouxe o sabor do croissant quentinho do café da manhã do hotel, as cores quase que frescas do Monet colorindo o d'Orsay. E fiz questão de trazer bem embrulhadinho as memórias dos dias vividos e a promessa de uma volta. Em breve!

Paris e suas ruas cheias de novidades, Paris e suas esquinas cheias de surpresas. E mais uma vez não vi a Torre à noite. Não vi o encanto de suas luzes. Preciso de motivos para voltar outra vez. Paris é uma interminável festa! Palavras sábias de um grande escritor, década de 20.

E Paris precisa de motivos para voltar?













quarta-feira, 16 de maio de 2012

ZI CAMILA BARCELONA



Ainda do alto, mas bem de perto, na manhã do dia 22 de abril de 2012, pude ver de cima o desenho da cidade, a Torre Agbar, a Anela Olímpica destacando no sky line de Barcelona. Mas sabia que o maior patrimônio, a irreverência de Gaudí, estaria escondido por toda a cidade, como uma brincadeira de caça tesouro na cidade animada! 

Já no aeroporto, uma obra do arquiteto Ricardo Bofill finalizada em 2009, percebi os benefícios dos jogos Olímpicos de 1992. A cidade se preparou, modernizou e o mundo agradeceu! E de perto, fiz questão de fotografar com riqueza de detalhes o detalhamento urbano. Fiquei surpreendida com os Boulevards, a calçada em ladrilho, o rebaixo do meio fio em granito lixado e as lixeiras de coleta seletiva. E dentro de cada lixeira, tinha saco de lixo! Fiquei impressionada!

Foi ali, ainda dentro do aeroporto, onde o Free Shop parece mais parece um Shopping Center, que permiti meu primeiro luxo: óculos Dolce & Gabbana. Acho que será o único. Ainda contida com meus gastos, fiz as contas e percebi que sim, valeria a pena. Tenho mania de dar valor para os souvenires de design, mimos de casa e decoração. Não sou ligada em marcas e não tenho essa ansiedade em comprar tudo pela frente. Contento- me com apenas um bom óculos e um bom relógio. 

Demoramos um pouquinho nessas comprinhas. Sem perceber, vimos que as horas voaram. Apressadas no aeroporto, ainda fiz pose para foto em frente à boutique do Barça. Imperdível! Correndo, correndo muito, vimos de longe a esteira do nosso voo paralisada. E vi uma mala, abandonada sobre ela. Claro, óbvio que não era a minha e sim a da Camila. Pensamentos obscuros tomaram conta de mim: o raio cai sim duas vezes no mesmo lugar! Novamente sem mala??? Não, não é verdade! Percorri toda a extensão da esteira, desesperada, descabelada, desestruturada e vi lá bem próximo da saída minha salvação: minha mala estava ali, sorrindo para mim! A sensação é a mesma de braços abertos de uma pessoa querida. Nesse caso, é de igual para igual.

Pegamos o ônibus em direção à Praça da Catalunha e no caminho apreciamos a vista da cidade. Na Praça Espanha, vimos uma construção em forma de arena e no primeiro momentos imaginei que seria o estádio de futebol do Barça. Mas como assim, um estádio sem estacionamento? Ah, já sei! É uma arena de tourada! Logo comecei a imaginar que ali dentro aconteciam grandes touradas emocionantes. Vi bem de perto (em meus pensamentos) o seguinte cenário: um touro forte, um espanhol  corajoso e uma platéia gritando Olé!!! Nada disso. Enganei-me mais uma vez: era apenas um Shopping Center chamado Arena. 

O Hotel Peti Palace, localizava- se a poucos metros da Praça Catalunha. Quarto grande, banheiro confortável, bem moderno. Moderno até demais! Predominavam as cores: branco, preto e vermelho. Aliás, muito preto. Senti falta da minha lanterninha para ver dentro dos armários igualmente pretos. Apelidei de Black Hotel. Mas enfim: um hotel de verdade!

Nas ruelas do bairro Gótico, encantei-me pelos pubs e pelas tabernas. E foi em um desses pubs, com música do Paul MacCartney que encerramos a primeira noite. Bom vinho, bom papo, boa música. Cidade festiva. Gente bonita. Gente como a gente. Os rostos eram mais familiares aos nossos. Gente animada como nós, duas brasileiras. 

No dia seguinte, uma segunda feira dia 23 de abril, a cidade amanheceu em festa. Muita gente nas ruas logo cedo, muitas barracas com livros e outras com rosas vermelhas. Confesso que levei um susto e pensei: Rho Fieira em Barcelona? O mundo veio pra cá também? 
Pegamos um daqueles ônibus que levam turistas de todas as idades para os pontos turísticos. Ótima idéia! Meus pés precisavam de um descanso por pelo menos meio dia. Lá do alto, pudemos apreciar a vista da cidade, os lugares que selecionamos para ver mais de perto e com detalhes, e o povo nas ruas. Sim, o povo tomou conta das ruas. Não demorou muito e descobrimos que era o dia do livro. E demorou bastante para descobrir, apenas no caminho do hotel, quando fomos surpreendidas com rosas, a data comemorativa.  Elegante esses moços espanhóis!  Gracias! Como era dia de São Jorge, fomos agraciadas com essa gentileza. Surpresa: em nosso quarto, também tinha uma rosa vermelha esperando por nós. 
Muito sedutora essa cidade.











sábado, 12 de maio de 2012

MILÃO


Viagem longa, nada de dormir. Apenas duas sonequinhas muito curtas, com pouco mais de 01 hora de duração cada. Chegamos dia 17 de abril de 2012, Terça-feira, em um dia de frio. Frio gostoso, conforme o esperado.

Segunda parada, Roma. A primeira foi em São Paulo e uma correria danada! Astrid procurei por você em Guarulhos, torcia por uma entrevista! Tinha tanta coisa para te falar... mas não se desespere! Ainda tenho muito assunto! Minha vida também é cheia de chegadas e partidas.
Não, ela não estava lá! Quem sabe na volta?

 Em solo italiano, vi entrar na aeronave muitos italianos executivos, terno com corte preciso. A elegância se fez presente. Estariam eles indo a negócios em Milão? Sim, Milão é uma metrópole igual São Paulo. Lugar de também fazer negócios. 

Pouco tempo de voo e enfim desembarcamos em Milão. Que bom! Agora é só pegar a mala e ir direto para o hotel de 01 estrela! Turista viajando de classe executiva sofre!

Mas cadê a mala? Vi todas passarem vi de novo, repetido a mesma volta. Cadê a minha? Não, ela não chegou com as demais. Demorei em acreditar que efetivamente algo muito trágico estava acontecendo. Com um frio na barriga, me dirigi para o atendimento especial. Nem precisei falar muito, afinal, as atendentes estavam ali era para isso mesmo. Fui informada que a mala tinha ficado em Roma e que chegaria à noite no hotel. O problema é que eu acreditei!  Claro que ela não chegou à noite e nem no dia seguinte. E muito menos na outra manhã. Nem na outra noite. Só chegou mesmo dois dias depois. Mas chegou! Procurei não estressar, minha amiga de viagem, Camila me emprestou tudo o que foi possível e aproveitei os primeiros dias e de fato em alguns momentos, até me esquecia do ocorrido. É claro que a expectativa da chegada da mala causa certa ansiedade. Pensei nas roupas que ainda nem tinha usado e na blusa preferida bem verão que insisti em trazer desnecessariamente. Lembrei-me da bijoux linda que ainda não experimentei com a saia de couro marrom. Imaginei em pensamentos sombrios que poderia ficar sem essas coisas de mulher. As preferidas. Em uma viagem levamos o que mais gostamos na expectativa de viver glamurosa no pais desconhecido. Somos assim, femininas e descontroladas.

Confesso que a duas coisas boas de ficar sem a mala por dos dias inteiros foram: não ter que carregar a mala ao descer da estação de metrô e comprar roupas novas com o dinheiro do seguro. Só isso. O resto é só desespero.

Já conhecia o Hotel Gambara e claro, já sabia que era 01 estrela. A tarifa, 160 euros por dia!!! Essa semana de design é mais cara que a semana de moda. Todos, o mundo inteiro está em Milão! A Rho Fieira parece uma Torre de Babel: muitas línguas, muita gente, o mundo está aqui. Nos poucos minutos de descanso, sim a Feira é coisa de gente doida, gostava de ouvir a sonoridade de várias línguas. E confesso que o mais gostoso era ouvir o bambinos falando dentro do metrô. Fala cantada, um pouco dramática e muito gostoso de ouvir.

Na manhã seguinte o telefone do quarto tocou com a boa nova: ela chegou! Dia feliz! Estava tudo ali, direitinho, o jeito que veio do Brasil. Pude trocar de sapato, aliás, haja perna para andar nessa feira! Haja canela, haja disposição física e mental.  Nessa hora até pensei em ter um medidor de passos. Acho que corri a São Silvestre, duzentas e setenta e nove vezes!

Muita informação, muita novidade, a cidade respirava design. Os eventos externos na Brera, via Tortona e Lambrate deram um show a parte. Outro tipo de multidão nas ruas e maneiras diferentes de mostrar o que há de bom no design. Muitas maneiras diferentes de ambientar a casa, o lar. Muitos objetos. Muita exposição, muito design. Lembrei-me da minha Casinha e percebi que mesmo no meio de tanta novidade, não há lugar melhor que a casa da gente.

O último dia foi de folga! Afinal, 04 dias intensos andando, andando, observando, memorizando na memória fotográfica e da Sony (!) não é tarefa fácil. Meus neurônios pediram uma trégua. Na manhã seguinte fomos ao Lago Como de trem e dessa vez de primeira classe. Merecido. Lugar lindo, encantador, com aquelas ruas estreitas que nos levam a um encantamento desconhecido. Almoçamos, aproveitamos as lojistas e os sorvetes. Na Itália essa iguaria é divina, cremosa e deliciosa! Mesmo no frio, não poupamos nosso paladar. Aliás, ele nos agradeceu!

Todos os dias, comida farta, todos os dias, ao menos uma taça de vinho. No primeiro dia, na Brera, chocolate quente e panino com cruto e grana. Divino! E em todas as manhãs, o café do Romeo na esquina perto do hotel. Todos os dias, diversão garantida brindada com Café Machiatto.  Incrivelmente o melhor lugar que jantamos foi perto do hotel. Temos uma tendência em desvalorizar tudo o que está perto. Sempre acreditamos que lá na frente vai ter um restaurante melhor. Ao abrir a porta, deparamos umas mesas meio borocochô, mas logo avistei no mezanino mesas com toalhas xadrezas.  Não teve erro: descortinou-se um lugar tipicamente italiano, com música italiana, gente italiana, animada e festiva. Uma verdadeira cantina. A garçonete que merece um capítulo especial tomou conta da animação. Conhecemos um casal de brasileiros nessa noite que falava italiano e foi nosso intérprete na escolha dos pratos. Aliás, foi o Paulo que escolheu o vinho da noite. Diversão garantida!  Toalhas xadrezinhas, obrigada!

Dobramos a esquina e voltamos para casa, quer dizer, para o hotel, morrendo de rir!













domingo, 6 de maio de 2012

CHEGUEI!

Ainda vou descrever minhas impressões, falar da viagem com emoção.
Deixo aqui, um pouquinho do meu olhar.