domingo, 24 de fevereiro de 2013

BBB na vida real

Mudar também significa novos horizontes. Agora na casinha nova, consigo ver com mais profundidade, um longe onde a escala diminue o impacto da cidade. A luz do sol de dia e as luzes acessas no entardecer, formam um skyline urbano com desenhos das edificações, dos contornos da cidade, da montanha com reserva ecológica protegida. Essa última, a que mais gosto, estabelece um linha imaginária entre os limite do céu azul desses dias de verão e o desenho da vegetação em tons de verde esmeralda. Cor linda da moda!

Aqui do alto, aliás, nem tanto assim, percebo a vizinhança. Vejo no prédio baixo, logo à frente, do outro lado da rua, uma família que parece comercial de Doriana. Parecem uma família feliz. O espaço gourmet da cobertura é a cozinha da casa, lugar onde tudo acontece. O balanço bem próximo da cozinha, deixa a criança brincar enquanto a mãe prepara o alimento. A mesa grande, que na verdade é um prolongamanto da bancada, está sempre posta e o brilho azul projetado pela tv, faz desse espaço também uma sala de estar. Os horários da refeições são estabelecidos e a meia luz acessa indica na minha percepção, o horário das conversas, da introspecção e a preparação para o recolhimento. Nessa casa já teve festa e deu para ouvir o "parabéns para você!"

Bem aqui no prédio ao lado, mora um senhor, e mora sozinho. Aliás, seus setenta e tantos anos tem a companhia de três ou quatro passarinhos. Ele mora no andar de baixo e os demais no andar de cima. De vez em quando ele vai lá visitar esses outros moradores, que na verdade são sua família. Como estamos na mesma cota altimétrica, já percebi que ele também fica observando os acontecimentos da minha casa. O jeito divertido do Danilo, chama a atenção dele. Nós, os novos vizinhos, troxemos uma movimentação na vida dele, nessa casa onde nada de muito interessante acontece.

Nesse mesmo prédio, no andar de baixo, mora um casal com uma filha pequena. Vejo diversos brinquedos espalhados pela sala de estar. Mas na verdade, a casa dessa pequena, é na varanda. Lá existe um mundo cor de rosa. De vez em quando, tem visita. É a outra pequena que mora em frente. Nesses dias, a conversa é longa, o bate papo se extende e se perde durante o preparo de uma comida de mentirinha.

Em um outro, um pouco mais à frente, mora um atleta. Ele é da turma do pedal. Nos dias de chuva forte, ele adapta um roller para não perder o treino. Será que ele já desafiou o Tour de France?

Já do lado esquerdo, um prédio novo recebe seus primeiros moradores. Por enquanto, apenas um casal e um filho pequeno. Dessa família, ainda não sei quase nada, ou pelo menos ainda não imaginei!

Olho a cidade e as pessoas o tempo todo. Gosto de observar as pessoas e o jeito comportamental. Cada um do seu jeito, com suas manias, com o que a vida reservou. Cada um, desenhando a sua história.

Aqui minha casa, um casal, muitos sonhos, muitos planos.
Um outro olhar para cada móvel, cada objeto. Um outro olhar para um outro espaço. É hora de reinventar.





sábado, 16 de fevereiro de 2013

Casa da Zi Verão!

Se eu pudesse escolher, escolheria morar no Rio de Janeiro! O sol, o mar, a brisa, a paisagem... Ah! O Rio de Janeiro, roteiro das minhas férias em janeiro. Chego até a imaginar situações e minha rotina  do dia a dia nesse paraíso. O colorido da cidade me inspira e acho que me permitiria ser mais criativa.

Quando menina, minhas férias também eram por lá. E não eram apenas esses cinco, seis ou sete dias que me permito atualmente, mas, sim, pelo menos por uns trinta dias. Melhor ainda, trinta dias em janeiro e mais pelo menos quinze dias em julho. Meu pai também amava essa cidade maravilhosa e praia para ele, era praia de verdade com muito sol, areia e direito à visitas em todos os pontos turísticos, incluindo a Ilha de Paquetá. Nem me lembrava ao certo onde ficava essa ilha e descobri no meio da Baía de Guanabara um ponto no meio desse marzão. Quero muito voltar lá!

Na saída do hotel, em uma dessas manhãs de desse último verão, deparamos com um trio elétrico bem na porta. Aí, não teve jeito de não resistir e ver o bloco passar. Muita energia e um monte de músicas que eu nunca tinha ouvido na vida. Mas confesso que o clima é simplesmente contagiante. Perguntei para mim mesma diversas vezes em que mundo eu vivo já que não sei das músicas Top 10 do momento. Até começar a tocar a música do Naldo! Acho que todo mundo enlouqueceu e a praia parou para ouvir, cantar e dançar muito! Inclusive eu! Tentando aprender o refrão, eu também cantei com todas as minhas forças " auto estima, auto estima..." é.... está tudo errado, mas é isso que vale! Dessa eu também aprendi que "cada vez eu quero mais! "